Quando a demora pareceu não ter valido a pena

28 de set. de 2009 |

Gostaria de propor aos amigos uma singela viagem, voltando 4 anos no tempo… quem conseguir, talvez entenda o porque da escolha desse título…

… há 4 anos atrás, muito embora já estivessem aparecendo algumas novidades no mercado nacional, especialmente marcas gringas de pedais de boutique, o grande acervo que tínhamos acesso nas lojas era o mesmo de sempre… nessa época, entretanto, já tínhamos acesso a muita coisa da MXR, então tida como a grande marca, ou a que apresentava o arsenal mais interessante no Brasil (daquelas que tínhamos amplo acesso na época, friso novamente)…

… nessa época, chamava a atenção, pelo menos pra mim, o fato da MXR ainda não ter alguns pedais relativamente básicos, como um delay, ou mesmo um pedal para som pesado de verdade (que na época, tenho de confessar, era o que me interessava)…

… muitos provavelmente vão discordar de mim, pois nessa época já existia o Doubleshot e o Dime Distortion… entretanto, pra mim, esses pedais não atendiam a necessidade de certos gêneros de metal… eu, que na época tocava coisas na linha de Machine Head, achava que precisava de algo a mais quando tive o meu Doubleshot…

… retornando aos nossos dias, há 2/3 semanas atrás ví o anúncio de que no final de setembro a MXR lançaria, enfim, um pedal “de verdade” para se tocar metal, chamado Fullbore… na oportunidade, no vídeo promocional que assisti e que deu uma palhinha do pedal, a primeira coisa que me pareceu foi que talvez a MXR tenha errado na mão… e errou mesmo…

… ontem fui visitar um amigo que passou algum tempo nos EUA e que, um dia antes de retornar, na última sexta-feira, comprou o Fullbore… naturalmente, quando soube, disse pra ele: “cara, saudades a parte, vamos ver como soa esse negócio”… infelizmente eu não estava enganado…

… o Fullbore soa extremo demais… me lembrou muito o ZOOM Tri-Metal, especialmente por ser muito encorpado, muito mesmo… por conta disso, tudo no pedal soa muito extremo, e acertar os agudos, em especial, é digno de tese de doutorado… o Tri-Metal tem a seu favor o fato de que o ganho nele é mais definido, enquanto que no Fullbore é sujo e comprimido demais… aliás, comprimido como poucas vezes ou ouví… hehehe

… enfim, eu não gostei do pedal… para ser bem sincero, considerando o prestígio que a MXR tem comigo, fiquei bastante desapontado, bastante mesmo…

… de qualquer forma, pode ter quem discorde de mim, razão pela qual o melhor é testá-lo assim que ele chegar nas lojas do Brasil, afinal, gosto é gosto e cada um tem o seu…  ;]

… e pra quem não conhece, segue abaixo alguns vídeos gravados com essa criança, inclusive um da própria MXR…

Abraços!

 

 

 

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O que eu tenho e pretendo usar no futuro?

25 de set. de 2009 |

Hoje eu tive ensaio com a minha banda, mas, por sorte, chegando mais cedo no estúdio, encontrei um amigo que não via há algum tempo, e que, curiosamente, já foi entrevistado pela Toca dos Efeitos, que é o Nuclear, guitarrista da banda Redoma…

… enfim, conversa vai, conversa vem, ele entra na sala de ensaio comigo e dá uma olhada no meu setup… surpreso, porque sempre me viu com “montes de pedais”, perguntou-me se ainda tinha ou pretendia usar pedais? Pra quem não sabe, a surpresa dele adveio do fato de que hoje em dia tenho usado uma pedaleira BOSS GT-8, com um MXR Phase90 EVH no loop e um pedal de controle externo (o BOSS FS-5L)… em resposta ao questionamento dele, disse que sim, que obviamente não conseguiria me ver livre da G.A.S. por pedais, e que, portanto, ainda estava montando outro setup apenas com essas “latinhas viciantes”… hehehe

… comentei que tinha um setup composto pelo phaser que já uso com a GT-8, um BOSS BF-2, um SD-1 modificado, um DS-1 modificado, um MT-2 modificado, faltando, apenas, um delay, e um wah e um chorus (este último apenas se eu não conseguir usar o flanger como um chorus, eventualmente), além de um pedal que tenho feito pra mim e que terá um boost para solos… por essa razão, ele, que gosta muito de delay´s, me perguntou o que eu tinha em mente… disse-lhe que, ultimamente, tenho usado menos delay que antigamente, normalmente com apenas duas opções de regulagens: 1) ou um delay para solos e bases; 2) ou um delay com muita repetição, estilo “The Edge”… por essa razão, não via necessidade de ter novamente um “shopping de delay´s”, como o antigo DD-20, mas sim um pedal mais “simples”, mas com um timbre diferenciado, especialmente porque estou usando muito delay para simular “grandes ambiências”…

… o primeiro da lista, há muito tempo, diga-se de passagem, é o MXR Carbon Copy, que já tive a oportunidade de testar exaustivamente e verificar que é um ótimo delay… entretanto, recentemente (há alguns meses atrás, na verdade), a EHX lançou versões “menos maduras” do clássico Memory Man, que são o Memory Boy e o Memory Toy (ótimos nomes, não? hehehe)… eu estou bastante interessado no Memory Toy, que parece ser similar com o Carbon Copy, pois, além do delay, possui uma opção de inclusão de chorus no efeito… ainda não me decidi entre um e outro por vários motivos, em especial pelo fato de ainda não ter tido a oportunidade de testar o Memory Toy… entretanto, tão logo eu o teste, devo, enfim, bater o martelo sobre o assunto… hehehe

… para quem não conhece o Memory Toy, segue abaixo um vídeo que, casualmente, saiu nessa semana… ;]

Abraços…

 

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Simulação de Amplificadores

21 de set. de 2009 |

Talvez muita gente pudesse esperar que essa nova fase da Toca fosse começar com algo diferente, mas por que não falar de simulação de amplificadores, não é verdade?… hehehe

… o que me motivou a postar algo sobre o assunto é 1) o fato de que uso muito simuladores; 2) o fato de que recentemente saiu uma matéria bem interessante sobre o tema, inclusive com samples…

… eu não quero entrar no mérito do que é melhor que o que… acho que a matéria é muito precisa quando pondera que tudo depende de vários elementos, além da qualidade do som, uma vez que hoje em dia existem bons simuladores… há de se considerar também a logística, o peso dos equipamentos, quem carrega a parafernália (se você mesmo ou um roadie) e etc… e quem toca muito na noite, como tem acontecido comigo ultimamente, sabe que esse tipo de coisa pode pesar na hora de se escolher algum equipamento…

… seja como for, o que torna também interessante a matéria (pelo menos pra mim), é que nos samples foram usados, em grande parte, softwares de simulação, e não equipamentos como os POD´s ou as GT´s da BOSS, entre outros…

… aliás, sobre os samples, é bem verdade que na maioria deles os sons nem são tão próximos aos amplificadores originais… entretanto, acho pertinente não ouví-los só sob esse prisma, mas também sob o enfoque de quão bom é o som, na sua opinião, independentemente de ser ou não parecido/igual/diferente do amp. original, ok?…

… a matéria que destaco é da revista “gringa” Premier Guitar e possui 2 páginas: http://www.premierguitar.com/Magazine/Issue/2009/Oct/Amp_Modeling_Reality_Check.aspx

… e de resto, meus amigos, até a próxima…  ;]

Abraços!

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O tempo que muda…

19 de set. de 2009 |

… mas que não termina, porque ainda é melhor a mudança que o fim… poético demais? Acredite, é justamente isso que aconteceu ou quase aconteceu com a Toca dos Efeitos…

… como pode-se ver abaixo, a última postagem feita na Toca foi no dia 20 de abril… no início deste último review, fiz uma proposição ao pessoal para participar da Toca, mandando review´s para serem postados… ainda que a iniciativa visasse uma oportunidade para os afiliados da Toca, tanto quanto uma forma de dar maior rotatividade ao blog, infelizmente ela interessou poucos, e no geral esses poucos não quiseram se arriscar muito…

… entretanto, muito tempo passou desde a última postagem e alguma coisa tinha de ser feita, inclusive porque, para minha alegria, a visitação diária não diminuiu nesse tempo… por essa razão, procurei algumas pessoas da minha confiança para confiá-las a direção do blog, uma vez que, como tenho escrito muitas vezes, e há algum tempo, o meu tempo tem sido cada vez menor para tanto… mais uma vez, esbarrei no fato dessas pessoas sofrem do mesmo mal que eu, ou seja, falta de tempo…

… então, nesse tempo, o tempo poderia ter decretado o final da Toca, pois eu não tenho mais tempo para publicar regularmente review´s e, por outro lado, não estava conseguindo solucionar esse problema com as soluções que me vinham à cabeça…

… até que o tempo que muda me fez entender o que precisava fazer: mudar o formato da Toca…

… a mudança será simples e singela, mas creio que, curiosamente, pode acabar interessando mais o pessoal: ao invés da Toca ser um blog voltado especialmente para review´s, ela será também voltada para review´s… agora, o que muda é que o que será adicionado ao blog será, efetivamente, o conteúdo mais frequente, qual seja, postagens curtas, contendo notícias rápidas, vídeos interessantes, ou mesmo comentários particulares de experiências recentes com qualquer equipamento, ou mesmo com os meus equipamentos… dessa forma, até a forma (de formalidade) da Toca mudará, contendo um texto mais impessoal e menos formal, como o dos review´s, passando a ser um blog de dicas, conjecturas, enfim, algo mais próximo dos visitantes/interessados…

… aos que que estão em dúvidas: sim, ainda terá review´s, mas para não deixar a Toca parada é que começarei a postar tudo aquilo que me parecer interessante sobre efeitos, amplificadores e guitarras, afinal, mesmo sem tempo para postar review´s ou postagens longas, sempre sigo assistindo/lendo qualquer coisa sobre o tema… hehehe

… de resto, espero que os amigos apreciem o novo formato e sigam acompanhando a Toca dos Efeitos…  ;]

Abraços!

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