SE EU SABERIA QUE PEDAIS EU TERIA HOJE? – APARTE… OU RECOMEÇO?

6 de jun. de 2011 |

… e o recomeço… sim, o recomeço… hehehe

… e nada mais normal que um recomeço, não é verdade, afinal, o primeiro texto dessa saga foi publicado em outubro de 2009, ou seja, mais um pouco e lá se vão quase 2 anos… e aí eu lhes pergunto: quantos de vocês têm o mesmo pedalboard há 2 anos? Para não ser presunçoso, vou dizer que poucos… mas no íntimo apostaria que ninguém… hehehe

… no meu caso, ironicamente, alguns eventos recentes, o último na semana passada (depois explico o porque), me fizeram rever meu ponto de vista, uma vez que até então a configuração do meu pedalboard não seria diferente daquela que pensei em 2009, exceto por algumas peças… e por causa do “fato novo” é que repensei e lembrei desse tópico, que, confesso, tinha esquecido completamente, uma vez que, claro, não era para demorar tanto para ser concluído… hehehe

… então, hoje vou concluir a idéia de pedalboard que eu tinha em 2009, que cheguei muito perto de terminar, para depois escrever um texto de apenas duas ou três partes com os meus novos conceitos, e que fizeram com que eu mudasse de idéia com relação ao que pensava desde 2009…

… apenas para recaptular, os pedais dissertados até então, na ordem em que ficariam, foram os seguintes:

-> WAH (Morley Bad Horsie 2) –> COMPRESSOR (MXR Vintage Dyna Comp) –> PHASER (MXR Phase90 EVH) –> DRIVE 1 (BOSS SD-1 GT MOD) –> FUZZ??? –> DRIVE 2 (COLLATERAL FX Brit Little Secret --- Catalinbread Dirty Little Secret + ZVEX SUPER HARD-ON CLONE) –> CHORUS/FLANGER (EHX Stereo Electric Mistress) –> DELAY???

… portanto, faltou versar sobre o fuzz e o delay que iriam entrar no pedalboard… vamos à eles… ;]

… naquela época, diferentemente de hoje, eu tinha algumas amarras quanto aos fuzzs, especialmente porque não gostava muito deles, salvo nos pés de alguns caras, mas especialmente porque não gostava deles nos meus pés, pois nunca soaram de forma realmente satisfatória pra mim… mas a pergunta era: o que seria satisfatório pra mim?…

… em termos de fuzz de saída alta, tive um clone de Big Muff russo, feito pela 56inc, que era qualquer coisa de espetacular… mas esse era fácil de gostar, uma por ser um pedal fantástico mesmo; outra porque eu tocava som pesado, e qualquer coisa que soasse pesado, mas com qualidade, iria me agradar de alguma forma…

… mesmo assim, não era dessa forma que eu ouvia um fuzz… fuzz pra mim sempre soava de forma mais clássica, levemente crunchada, ou como um drive com uma saturação diferente… mais que isso, sempre achei, e ainda acho, que usar bem um fuzz é a certeza de uma assinatura diferenciada no timbre… mas, então, como chegar a isso?…

… depois de ouvir muita coisa, e muita coisa diferente, ou que é “mais do mesmo”, na verdade, o único fuzz que tinha me agradado um pouco, à época, ainda era o Fuzz Face… o melhores timbres de fuzz que ouví, antes e até hoje, vinham do Fuzz Face… mas era botar nos meus pés, e parecia só mais um pedal que fazia meu timbre soar como se o falante estivesse estragado…

BOG … até que testei um pedal que era baseado no Fuzz Face, mas tinha melhorias: o BOG, da Deep Trip… esse pedal foi o único que realmente soou pra mim como um Fuzz Face melhorado… todas as opções extras são úteis e trazem ao timbre novas opções… e aí foi possível tornar mais complexo o timbre se levemente crunchado; ou ainda mais interessante  e completo se bastante pesado…

… mesmo sendo um excelente pedal, pensei em algumas outras opções, que dividi com o Big, da Big Effects, para que ele construísse pra mim o “meu” fuzz, com as características que eu queria… chegamos até a acertar todos os detalhes desse fuzz, mas nunca o colocamos em prática, razão pela qual me parece mais coerente dizer que o fuzz que entraria no pedalboard é o BOG, da Deep Trip…

… no final da cadeia, claro, um delay… mas com tanta opção no mercado, o que escolher? Então, eu gosto de muitos delays, sempre gostei… digo mais: poucos, na minha opinião, se diferenciam mesmo… se tem um efeito que testei muitos pedais foi delay, e quase todos eu gostei um pouco… realmente não lembro de algum que não tenha gostado… mas muito poucos, por outro lado, me soaram realmente diferenciados dos outros…

… desses diferenciados, cito o Carbon Copy, da MXR, que tem um ótimo timbre, um recurso de modulação muito interessante, além de ter um tamanho ótimo… se comparado ao Memory Man, esse sim, muito diferenciado, mas que acho muito grande…

… ocorre, entretanto, que na época que pensei nesse pedalboard, eu usava o delay basicamente para 3 coisas: 1) solos; 2) ambiências em timbres limpos; e 3) para alguns riffs na linha The Edge (muito esporadicamente)… ou seja, eu só precisava de um bom delay, e talvez meu bom e velho BOSS DD-3 já fosse o suficiente…

… ocorre que depois dele tive um BOSS DD-20 e gostava muito de usar a opção de simulação de delay analógico, ou a com modulação, para construir ambiências para bases limpas mais elaboradas… assim como já fazia também na minha BOSS GT-8…

Boss_Digital_Delay_DD-7_b … ou seja, por que não um delay da BOSS, então? E foi isso que fiz… considerando que eu queria algo menor que o DD-20, mas com mais recursos que o DD-3, optei pelo BOSS DD-7, que talvez seja, na minha opinião, o melhor delay digital da BOSS… além de possuir muitos recursos, alguns modos soam melhores que o DD-20, aos meus ouvidos, especialmente a opção standard de delay digital… por incrível que pareça, tinha alguma coisa que eu não gostava no delay digital do DD-20, razão pela qual eu usava muito mais a simulação de delay analógico…

… portanto, meus amigos, a equação terminaria com o BOG e o DD-7…

… e para vocês verem que não era brincadeira a idéia desse pedalboard, percebam na foto abaixo que faltou apenas um pedal… e não fosse o fuzz que não saiu do papel, e eu tivesse batido o martelo com o BOG, provavelmente esse pedalboard teria sido finalizado:

pedalboard

… agora, como seria equação de hoje, o pedalboard pra 2011, mais especificamente desde a semana passada? Que raio será que aconteceu que fez com que essa equação de 2009 não fosse mais satisfatória? Então, é o que veremos na seção que virá, chamada QUANDO UM VALVULADO MUDA TUDO… hehehe… não percam!!!  ;]

Abraços… \m/

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SE EU SABERIA QUE PEDAIS EU TERIA HOJE? – PARTE 6

1 de set. de 2010 |

Breve consideração

Bom, faz tempo que não passo por aqui… o acúmulo de atividades no trabalho tem dificultado para que eu tenha tempo para diversas coisas, quiça poder escrever um texto um pouco mais longo… seja como for, sempre procuro dar um jeito, e hoje, felizmente, foi possível “dar um jeito”… hehehe

… como retomarei essa saga, desde já posso adiantar que o final dela, para muitos, é bastante imprevisível… não percam os próximos capítulos…  ;]

 

Paramos onde mesmo?

Até o momento, escreví acerca de 5 pedais do pedalboard que idealizei quando comecei a escrever essa saga… até o momento, apenas para recordar, escreví sobre os seguintes efeitos:

-> WAH (Morley Bad Horsie 2) –> COMPRESSOR (MXR Vintage Dyna Comp) –> PHASER (MXR Phase90 EVH) –> ??? –> ??? –> DRIVE PRINCIPAL (Catalinbread Dirty Little Secret – COLLATERAL FX Brit Little Secret) –> CHORUS/FLANGER (EHX Stereo Electric Mistress) –> ???

… ou seja, falta revelar apenas 3 pedais, além do capítulo final…

… o pedal do texto de hoje é um fundamental na idéia do pedalboard… a minha intenção com ele era o de usá-lo como crunch definitivo, já que uso muito pouco timbres limpos, o que significa que ele ficaria ligado 90% do tempo e seria usado em conjunto com os outros pedais de saturação… portanto, estou falando de um pedal que precisaria ter características específicas, pois, do contrário, não funcionaria conforme as minhas necessidades…

… uma coisa que sempre facilitou a minha escolha, ou, melhor dizendo, a falta de necessidade d´eu acabar pegando 2 pedais, um para crunch e outro para booster, é justamente o fato de que aprecio boosters com brilho, que não só adicionam ganho ao sinal, mas que também consigam “empurrar pra fora” o timbre do pedal da frente, que, claro, terá características diferentes, provavelmente com mais médios… naturalmente, muitos poderam pensar no TS9, que é um pedal que possui algumas dessas características… contudo, ele tem um defeito bastante grave, pelo menos pra mim, quando o assunto é “crunch para ficar ligado direto”: o fato de que ele colore o som, tirando, em especial, graves do timbre da guitarra…

… o que, portanto, nos remete à característica fundamental do crunch, e que, felizmente, acaba facilitando a escolha de um booster brilhante: o pedal precisa ser realmente transparente…

bb-preamp  … o primeiro pedal que tive com essa característica foi um clone do Xotic BB Preamp… excelente pedal… em alguns casos, sendo bastante sincero, é um pedal fabuloso… com controles ativos de graves e agudos, do conceito ao som sempre me pareceu ser a opção certa… salvo por uma questão: a faixa de graves que o eq do pedal trabalha… a faixa de graves do BB Preamp é bastante baixa, como um DEEP de alguns pedais, ou mesmo um RESONANCE de alguns amps… dessa forma, os graves acabam sendo mais “redondos e profundos”, o que não me agrada muito ao usar o pedal com um booster… claro que pode soar como um contra-senso, já que estamos falando de um pedal transparente… ocorre, entretanto, que em alguns casos eu poderia querer compensar alguma perda, e ao fazer isso o faria de uma forma que não me agradaria completamente…

… na mesma época, tive a oportunidade de tocar longamente com o Fulltone Full-Drive2 MOSFET… e foi com ele que tive a FD2 oportunidade de ouvir exatamente o que queria: um drive transparente, com excelente crunch, ótimo timbre… e graves “firmes”, assim como o meu antigo MXR Wylde Overdrive, fantástico booster, mas que não servia para o crunch que eu desejava fazer…

… o Full-Drive2 MOSFET é, na minha opinião, um drive sensacional, pois oferece um timbre mais médio, mais “TS-like”, com a opção VINTAGE, da mesma forma que oferece um timbre mais transparente, perfeito para o que eu queria, com a opção FM…

… ocorre que não estou falando de um pedal barato, nem de custo razoável, na minha opinião… estou falando de um pedal realmente caro, que, na época, custava aproximadamente R$800,00… por conta disso, precisei procurar outra opção, o que não era algo fácil… o primeiro que passou pelos meus pés foi o MXR GT-OD… pedal excelente, de timbre excelente, mas que não tinha a textura de crunch que eu procurava…

… por essa razão, segui procurando, pesquisando, e cheguei num MOD descrito de forma muito interessante: o Monte Allums´ SD-1 GT MOD… pelas descrições ela parecia ser tudo o que eu estava procurando, inclusive em relação ao custo, já que um SD-1 novo custava R$169,00, e o MOD, com envio, não mais que R$50,00… por tudo isso, eu já estava bastante decidido a correr o risco, como já tinha feito outras vezes, inclusive com outro MOD do Monte, o MT-2 SUSTANIA PLUS TRI-GAIN MOD… só que, como se não bastasse tudo isso, um conhecido do orkut, o “portuga” Nuno, resolveu encarar o MOD antes de mim… e antes que eu pudesse tirar minhas próprias conclusões, ele me passou as melhores impressões do MOD, inclusive comparado ao MXR GT-OD, que ele ainda tem (se não me engano!)… bom, com tudo isso não tive dúvidas: comprei o pedal, encomendei o MOD e aguardei pela melhor sorte possível…

SD1  … que foi o que aconteceu… na verdade, o SD-1 GT é um MOD que transforma o SD-1 num pedal com mais virtudes do que eu esperava… aliás, esqueça o antigo SD-1… esse MOD não visa melhorar o que o SD-1 não tem de melhor, mas sim de transformá-lo em um novo pedal, totalmente diferente… e, felizmente, atendendo as minhas necessidades…

… a primeira coisa que procurei constatar foi a qualidade dele como booster limpo e transparente… e para essa finalidade ainda não achei pedal melhor… creio que o vídeo que postarei abaixo deixará isso bem claro, mas posso adiantar que com ele é possível deixar o timbre do pedal exatamente igual ao da guitarra (pelo menos aos meus ouvidos), sendo um booster limpo absolutamente competenente e um promissor crunch para o que eu desejava…

… que era um crunch com o timbre da guita limpa preservada… em alguns pedais, quando o sinal começa a distorcer, o timbre colore, chegando, em alguns casos, a colorir tanto que o timbre modifica frequencias importantes do sinal original… o caso clássico, pelo menos pra mim, é o do TS9, que tem um crunch excelente, mas que colore o timbre, cortando um pouco os graves vindos da guitarra… isso não acontece com o SD-1 GT, que preserva tanto o timbre da guita, que mesmo com muito drive, e olha que esse pedal tem realmente mais ganho que original, a saturação parece se misturar com o som da guita limpa, sendo possível distinguir ambos facilmente… é incrível, pelo menos pra mim; é sensacional, pelo menos para as minhas necessidades…

… superadas as virtudes do booster limpo e do crunch transparente, faltava ver como o pedal se comportava como booster sujo, além do que mais ele poderia oferecer afora as minhas necessidades…

… como booster sujo, eu não consigo descrevê-lo de outra forma, a não ser comparando-o com outros 2 pedais: 1) comparado com o TS9, ele oferece ao timbre tanta ou mais riqueza de agudos, menor presença de médio-agudos, e graves inalterados e firmes; 2) comparado com o BB Preamp, o SD-1 GT tem um pouco menos de médio-graves, além de graves mais firmes, “não-redondos”, como o do pedal da Xotic… portanto, quem procura um booster sujo que se assemelhe ao TS9, trazendo mais brilho e harmônicos ao timbre, não pense duas vezes… por outro lado, quem procura um booster mais fechado, mais assemelhado ao TS808, procure o……… MXR Wylde Overdrive, certamente um dos melhores boosters que já passaram pelos meus pés…

… por fim, tão logo verifiquei que o MOD tinha transformado o SD-1 em tudo que eu precisava, resolví testar o pedal em diversas outras possibilidades, especialmente como se fosse o drive principal do meu set… e ele me supreendeu profundamente nessa condição… como o timbre do SD-1 GT é brilhoso e transparente, com mais ganho ele lembra os timbres do Matchless C-30… o MOD tem duas chaves que interferem bastante no timbre, sendo uma para usar ou clipagem simétrica ou assimétrica, e outra para ter um ganho X ou um ganho 2X… além disso, no meu coloquei um plus, que foi uma chave que atua nos médios, tendo ou os médios do MOD ou os médios do SD-1… essa chave é bem menos determinante no timbre que as outras, mas funciona bem quando quero ter um timbre mais forte e mais médio, mais cheio…

… enfim, o SD-1 GT é um MOD e tanto… poucos pedais me surpreenderam tanto depois de uma modificação… DUVIDA??? Então dá um confere no material abaixo…

… o sample abaixo é o mesmo disponível no site do Monte Allums… diferentemente de grande parte dos samples que estão contidos no site, na minha opinião esse sample mostra bem muitas nuances do MOD:

… o sample abaixo eu gravei para um conhecido que queria saber como o pedal se comportaria quando usado com uma strato com singles e com um ganho “mais generoso”… aqui é possível verificar como a saturação não esconde o timbre da guita:

… a seguir, segue o primeiro vídeo que encontrei com o MOD… não é brilhante, mas mostra virtudes:

… por fim, chegue abaixo o vídeo que gravei para mostrar o SD-1 GT em diversas situações… diferentemente do usual, quando costumo gravar vídeos com guitas com humbuckers, resolví gravar um vídeo com strato e singles… espero que agrade…

… de resto, meus amigos, espero que tenham gostado deste capítulo… fiquem atentos pois, muito em breve virão os últimos capítulos dessa saga…

Abraços… \m/

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SE EU SABERIA QUE PEDAIS EU TERIA HOJE? – PARTE 5

25 de mai. de 2010 |

Breve consideração…

No último post dessa série, quando escreví sobre compressores, em dado momento ponderei que das opções que eu tinha abordado, “qualquer uma delas me deixaria plenamente satisfeito… o meu lado romântico-purista provavelmente prefere o Vintage Dyna Comp… o meu lado prático-funcional provavelmente prefere o Keeley Compressor… já o meu lado custo-benefício certamente prefere o CS-3 OPTO MOD… enfim, realmente há uma certa indiferença da minha parte, mas apenas entre essas 3 opções… qualquer outra está fora de cogitação, até o momento… hehehe”…

… ainda bem que escreví o “até o momento”, pois, no final das contas, não peguei nenhuma das 3 opções… hehehe… seja como for, falarei mais detidamente sobre todas as opções na última parte dessa série… ;]


E o que temos agora?

Até aqui, já escreví sobre o wah, o compressor, o drive principal e uma das modulações… o que será que falta? Na verdade, só metade do caminho foi percorrido até aqui… hehehe… e, portanto, se escreví sobre uma das modulações, naturalmente falta escrever sobre a outra modulação, que é o que farei hoje…

… é claro que essa outra modulação poderia ser um monte de coisas, mas eu sou menos afeito à “pirotecnias” do que o pessoal pode imaginar… curto praticamente todo o tipo de efeito, mas para construir um pedalboard simplificado, naturalmente teria de optar pelos mais clássicos, mesmo porque são justamente eles que eu uso muito mais… por essa razão a outra modulação em questão é o phaser…

… a minha relação com phaser começou complicada… no início, eu não gostava muito desse efeito, pois o achava pouco musical, muito mais presente do que eu gostaria… fiquei com ele por muito tempo pois gostava muito de usá-lo com timbres limpos, especialmente para riffs arpejados…. ocorre, contudo, que eu precisava de mais que isso, uma vez que na época eu tocava metal e usava distorções em boa parte do tempo…

… certa vez, trocando uma idéia com o amigo Marcos “Lelo” Craveiro, grande colaborador da Toca, comentei com ele algumas impressões que tinha do meu phaser, na época, um EHX Small Stone “muito melhorado”, feito pela 56inc… eu estava gravando um material com a minha banda e queria usar o phaser num riff bastante distorcido e pesado… o Marcos possui um Phase90 e, por isso, pedi que gravasse o tal riff com o phaser dele, até para ver se por acaso o Phase90 poderia dar as nuances que eu queria… e dava, mas não somente porque soava diferentemente do EHX, mas sim porque o Marcos usava o phaser antes das distorções, enquanto eu usava depois… essa foi a grande mudança na minha relação com o phaser… na verdade, foi justamente essa singela mudança que me fez ser aficcionado por esse efeito…

… já na época, e de imediato, minha relação com o phaser mudou completamente, tanto que naquela gravação ele foi o efeito que mais usei, especialmente com as distorções… aliás, naquela gravação eu precisei ser coibido a não usar tanto o phaser, pois estava querendo colocá-lo em tudo que era espaço que as músicas permitiam… ou seja, redescobrí totalmente o efeito por conta de uma singela, mas importante mudança…

… só que, com o passar do tempo, não me saía da cabeça o que os malfadados médios do Phase90 produziam: um timbre mais vocalizado… sim, os médios do Phase90 produzem esse efeito, que me agrada muito, diferentemente do EHX, que é mais transparente, e vocaliza um pouco menos, coisa que agrada muito muita gente…

… pouco tempo depois, tive a oportunidade de comprar um Phase90… mais que isso, por uma feliz oportunidade tive condição de pegar um Phase90 EVH… imaginem só qual não era o tamanho do meu vício a ponto d´eu ter 2 phasers diferentes no pedalboard? Pior que isso só quando tive 2 wahs no board… mas isso é outra história… hehehe

… contudo, por força de uma necessidade fortuita, há 2 anos atrás (se não me engano) fui obrigado a me desfazer de grande parte dos pedais que eu tinha, situação que me obrigou a ter de escolher um dos phasers, ou o Psych2 (o nome do phaser feito pela 56inc), ou o Phase90 EVH… tenho de confessar que foi um dilema bastante grande pra mim escolher entre um e outro… gostava de ambos pelo que de melhor cada um tinha: gostava muito do EHX, pois soava melhor com o timbre mais limpo, especialmente para efeitos tipo Leslie; mas adorava também as nuances do Phase90, que soava melhor com distorção… resumo da ópera? Optei por ficar com o Phase90 EVH…

… o Phase90 EVH é um 2 em 1: possui as regulagens de  evhprofundidade das versão Block Logo e Script Logo, esta última usada pelo EVH nos timbres mais clássicos dele… e está justamente na questão da profundidade a maior ou menor transparência do phaser… na versão Block Logo consigo um efeito mais pronunciado, que vocaliza mais as distorções… costumo usar o RATE entre 9hs e 10hs (normalmente às 10hs)… ocorre que como ele tem mais profundidade e coloração (os tais médios), tende a soar “distorcido” em regulagens mais rápidas, que é a forma como costumo usar esse efeito com o timbre limpo… por essa razão a versão EVH resolveu o meu dilema, pois a opção de Script Logo do pedal deixa o timbre com menos profundidade, portanto menos colorido e mais definido, não embolando o timbre em velocidades rápidas, ótimas para a forma como uso o phaser com o timbre limpo…

… eu preciso confessar que esse pedal é dos meus preferidos… daqueles que eu tinha antes de ter de me desfazer do meu pedalboard, em 2008, foi o único que restou, o que demonstra um pouco o quanto gosto desse efeito e o quanto gosto desse pedal… é dos poucos que tenho por definitivo mesmo… já testei vários phasers e nem consigo ficar balançado por qualquer outro, o que é algo raro na minha história com efeitos…

… como de praxe, segue abaixo alguns vídeos que mostram as virtudes desse excelente pedal…  ;]

Abraços e até a próxima… \m/

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SE EU SABERIA QUE PEDAIS EU TERIA HOJE? – PARTE 4

3 de abr. de 2010 |

Breves considerações…

Antes de mais nada, meus amigos, peço desculpas pelo vácuo entre a última e esta postagem… contudo, desde o início do ano algumas coisas mudaram drasticamente na minha rotina e tem sido cada vez mais difícil reorganizar meu tempo… ainda assim, como as coisas se estabilizaram nas duas últimas semanas, agora poderei retomar os textos no blog com a freqüência dos últimos meses (falo dos últimos meses de postagens… hehehe)…

… portanto, sem mais delongas, vamos ao que interessa…  ;]

Adiante com os pedais…

Dando sequência, e como faz tempo que não escrevo sobre o tal “pedalboard idealizado”, parece-me pertinente lembrá-los quais pedais já foram abordados, quais sejam, o Dirty Little Secret, da Catalinbread, o Stereo Electric Mistress, da EHX, e o Bad Horsie 2, da Morley… aliás, quando escreví sobre este último, informei que a partir de então escreveria sobre os pedais dentro de uma ordem, indo do início ao fim da cadeia… portanto, hoje escreverei sobre o pedal que virá após o wah…

… e é justamente esse o problema: qual pedal virá depois do wah? É um problema pra mim, e apenas por uma razão: será que pretendo mesmo usar compressor?…

… eu não sou um fã de compressores… nunca os usei, mas desde que comecei a usar a GT-8, tenho usado mais nos timbres limpos e crunchados, e, especialmente, nos timbres de blues… e como essa linha de timbres é importante pro meu som, sem falar que estou falando apenas de um “pedalboard idealizado”, vou considerar o compressor como uma das opções, embora será, provavelmente, uma das últimas aquisições…

… agora, pra quem nunca foi muito afeito à compressores, qual seria a minha opção? Sinceramente, foi por causa do vídeo abaixo que comecei a olhar com outros olhos para os compressores, especialmente por causa de um pedal:

… acaso o efeito que esse vídeo me causou não tenha sido o mesmo em vocês, adianto que o compressor que mudou um pouco a minha percepção, ou quem sabe até o meu preconceito, foi o Vintage Dyna Comp…

… nesse vídeo me chamou a atenção como o Vintage Dyna vintagedynacomp Comp, diferentemente dos outros compressores, trabalhou de forma mais transparente, sem tirar nem o brilho nem o corpo do timbre… a maioria dos compressores parece tirar uma coisa ou outra: ou destaca o brilho, tirando corpo, ou destaca o corpo, perdendo brilho… decididamente esse não é o tipo de coisa que, pelo menos eu, procuraria num compressor, razão pela qual o Vintage Dyna Comp me agrada tanto…

… meses depois de assistir esse vídeo, tive a oportunidade tocar com o dito cujo, que até ser relançado pela MXR era coisa rara, uma mosca branca… e ao vivo tive a confirmação daquelas impressões que tinha tirado ao ver o vídeo, especialmente a questão da transparência, que sempre foi algo que me incomodou na versão block logo do Dyna Comp, que é um compressor muito bom, mas que atua um pouco no timbre…

… agora, como ponderei, antes do relançamento pela MXR, achar um Vintage Dyna Comp tinha quase a mesma probabilidade de se achar uma mosca branca, sem falar que ao achar, e achar alguém que o vendesse, era preciso abrir bastante o bolso… mas isso para os mais puristas, pois existe uma opção no mercado, não barata, mas pelo menos mais fácil de se achar…

 keeleycompressor … na mesma oportunidade em que testei o Vintage Dyna Comp, tive a oportunidade de testar o antigo Keeley Compressor (o da foto ao lado)… não por acaso, ele tem 2 pots, assim como o Vintage Dyna Comp… e não por acaso o meu amigo, que tem esses pedais, me disse “testa esse aqui também”… aliás, nada é por acaso… hehehe

… mas, então, como se tratava de um compressor famoso, visto em larga escala no pedalboard de grandes guitarristas, resolví testar… e não precisei de mais que 30s para entender porque o meu amigo insistia tanto que eu o testasse: ele e o Vintage Dyna Comp são muito, mas muito parecidos… aos meus ouvidos, achei que, em alguns casos, o Keeley Compressor dava menos corpo, mas só em alguns casos muito específicos, em regulagens muito específicas… e talvez se eu não fosse tão chato e detalhista, pudesse escrever que são realmente iguais, que é um consenso geral, pelo que já pude apurar em reviews na internet…

… entretanto, como coloquei, o da foto de cima é o “velho” comp4_lg Keeley Compressor… o atual é esse da foto do lado, com a inclusão de 2 novos pots, que verdade têm a mesma função de 2 TRIMPOTs que a antiga versão trazia consigo… portanto, segundo consta, seja a versão velha ou a versão nova, o fato é que ambos possuem o mesmo timbre, ou atuam da mesma forma no timbre… reitero, segundo consta… hehehe

… depois dessas experiências, ainda tive mais uma muito interessante… não me recordo se já escreví sobre o assunto, mas certamente escreverei em breve (na pior das hipóteses quando for escrever a parte 6 dessa série), eu tenho 2 pedais que foram modificados usando os kits feitos pelo Monte Allums… ambos pedais, um BOSS MT-2 e um BOSS SD-1, ficaram sensacionais, sensacionais mesmo… portanto, sempre que tenho a oportunidade de testar algum pedal modificado pelos kits dele, aproveito na hora…

cs3  … um dos MODs mais famosos do Monte, segundo o próprio, é um feito para o BOSS CS-3, chamado OPTO MOD (que já possui uma versão OPTO PLUS MOD)… um conhecido, bluseiro de carteirinha, fez essa MOD no CS-3 dele… certa vez, fizemos um evento juntos e, depois da passagem de som da banda dele, dei um confere no pedal modificado… sinceramente: eu sempre achei o CS-3 um compressor muito honesto, melhor do que a grande maioria acha, mas depois da MOD a transformação é incrível… o pedal fica super transparente, atuando equilibradamente no corpo e no brilho do som… além disso, ele tem uma vantagem muito interessante, que é o controle de TONE, algo que os outros dois pedais não têm… com esse controle é possível escolher onde a compressão atuará melhor, ou seja, eu gosto de compressores transparentes, mas isso não significa que todos prefiram eles dessa forma… portanto, com o controle de TONE o CS-3 OPTO MOD agrada todos os gostos… hehehe

… bom, como ficou claro, e como provavelmente não acontecerá mais nessa série, o fato d’eu não ser um amante de compressores me faz ter mais de uma opção… qualquer uma delas me deixaria plenamente satisfeito… o meu lado romântico-purista provavelmente prefere o Vintage Dyna Comp… o meu lado prático-funcional provavelmente prefere o Keeley Compressor… já o meu lado custo-benefício certamente prefere o CS-3 OPTO MOD… enfim, realmente há uma certa indiferença da minha parte, mas apenas entre essas 3 opções… qualquer outra está fora de cogitação, até o momento… hehehe

… e como não poderia ser diferente, segue abaixo alguns vídeos desses ótimo compressores… qual o seu preferido?  ;]

Abraços e até a próxima…

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SE EU SABERIA QUE PEDAIS EU TERIA HOJE? – PARTE 3

23 de dez. de 2009 |

Seguindo a minha saga… hehehe… me peguei pensando sobre qual pedal poderia escrever agora, uma vez que escreví sobre os outros pedais (Dirty Little Secret e Stereo Electric Mistress) sem seguir qualquer ordem ou qualquer coisa do gênero… por essa razão, vou instituir, a partir desta postagem, uma ordem, que será a ordem que os pedais teriam nesse pedalboard… e como os 2 pedais que já tratei ficariam no meio da cadeia, vou falar daquele que estaria na ponta, qual seja, o wah…

… wah é um caso que poderia me render uma internação… primeiro pelo tanto que gosto do efeito… segundo porque gosto de diversos modelos… e, por fim, porque nunca estou satisfeito, pois sempre parece que algo poderia soar melhor… talvez essa seja uma sensação comum também em outros efeitos, mas, pelo menos comigo, é mais patente com wah…

… o primeiro wah que tive foi um Dunlop JH-1 Jimi Hendrix… na época, não gostava muito, pois achava que faltava maior presença de agudos (também, com o tanto de graves que eu usava, só podia achar que faltava agudos… hehehe)… por essa razão, comprei outro wah, o clássico Cry Baby GCB-95, que sempre me deixou bastante satisfeito, mas não completamente satisfeito… depois de um tempo, incomodado com a não completude da minha satisfação, fiz diversas modificações no GCB-95, tornando-o um verdadeiro Frankenstein… mas não no mal sentido, pois ele oferecia tantas opções que, se eu acordasse incomodado com o timbre do dia anterior, teria condições de modificá-lo como quisesse, inclusive podendo escolher mais de 1 indutor… contudo, em determinado momento tive de me desfazer dele, assim como de outros pedais que eu tinha, pois precisei levantar uma grana…

… agora, apesar de todas as milhares de opções que o Frankenstein me oferecia, tinha uma coisa que ele não tinha como resolver: o acionamento do pedal através de uma chave… ok, eu sei, desde que o rock é rock, Page, Hendrix, entre outros, ligavam o wah pisando numa chave, mas eu, infelizmente, nunca gostei disso… sempre me agradou mais o acionamento óptico oferecido pela Morley…

… mas e aí, como resolver esse impasse???…

… falando dos muitos wah´s que me agradam, citaria o Dunlop JH-1 Jimi Hendrix (hoje em dia, curiosamente, o meu preferida da Dunlop), o Dunlop 535q, o Fulltone Clyde Deluxe Wah, o Morley Tremonti… e o surpreendente Morley Bad Horsie 2…

… depois de passar algum tempo usando apenas o wah da GT-8, resolví que seria a hora (há pouco mais de 2 meses) de ter novamente um pedal de wah… e como resolver o impasse entre a praticidade dos Morley´s e o timbre dos Dunlop´s???…

… eu confesso que passei algum tempo passando de um lado para o outro… às vezes estava mais decidido a pegar o Morley Tremonti Wah, às vezes estava mais decidido a pegar ou um JH-1, ou mesmo um GCB-95 para modificar…

485655 … até que, não mais que de repente, me foi ofertado um Bad Horsie 2… fiz um teste e fiquei tão positivamente surpreso, que resolví comprá-lo… lembro que quando o comprei não sabia o que mais me surpreendia, se o timbre dele, ou se o simples fato deu tê-lo comprado… hehehe

… a verdade é que talvez eu tivesse algum tipo de preconceito em relação ao pedal, especialmente porque nunca tive no Steve Vai uma referência para qualquer coisa, quanto mais para o timbre de wah… entretanto, esse wah, que na verdade é um 2 em 1, tem grande parte das características que eu gosto num timbre de wah, desde um grave profundo, até agudos cortantes… era basicamente isso que eu procurava/tinha no meu antigo Frankenstein, e que tenho no Bad Horise 2, ainda não em 100%, é verdade, mas muito próximo a isso…

… além disso, preciso ressaltar o quão prático é pensar que basta eu pisar no pedal para acioná-lo… decididamente essa era uma das questões que mais pesou na minha escolha, e, após a compra, percebí o quanto deveria realmente ter pesado…

… portanto, surpreendentemente, especialmente para mim mesmo, acreditem, é que digo que o primeiro pedal desse pedalboard idealizado não teria como ser outro senão o Morley Bad Horsie 2…

… e, insisto, apesar de não ser um wah muito bem quisto no meio, recomendo que o pessoal teste, mesmo que com a intenção de provar que ele é ruim, pois, tenho a sensação, ele pode surpreender mais gente além de mim… hehehe

… e, claro, para não perder o hábito, segue abaixo um vídeo, o primeiro, para ser honesto, que me fez olhar com outros olhos para esse “patinho feio”… e, apenas esclarecendo, só vou colocar apenas um vídeo, pois BD2 será foco de futuro review da Toca…  ;]

Abraços e, claro, boas festas à todos!!!

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SE EU SABERIA QUE PEDAIS EU TERIA HOJE? – PARTE 2.1

3 de nov. de 2009 |

Antes de mais nada, preciso dizer que não tenho obsessão alguma com relação ao efeito de flanger... hehehe... na verdade, eu já tinha agendado outro post para o dia de hoje... entretanto, entre o período que escreví o post anterior e o dia em que ele foi publicado, me dei conta de algumas coisas que me pareceram interessantes dividir com os amigos...

... no texto anterior eu trouxe alguns conceitos sobre o tipo de timbre que procurava ter com o flanger, a saber "um timbre de flanger que abarque o que ouço na minha cabeça, provavelmente, no momento, eu teria de optar por um chorus, pois com esse efeito sei exatamente o que fazer e quando fazer, especialmente nas minhas composições… contudo, a idéia sempre foi e será o de usar um flanger (no momento, tenho um BOSS BF-2) como se fosse um chorus, mas com aquela camada extra de flanger, que resultaria em algo que transcenderia o chorus"... em síntese, e o mais importante, "um chorus com aquela camada extra de flanger"...

... falando dos meus testes com o BF-2, em determinado momento sentenciei que "é um ótimo flanger, mas que dessa vez ficou refém do conceito "chorus-com-camada-extra-de-flanger"... com ele consigo ou uma coisa ou outra, mas não essas duas camadas que eu quero, sem falar que para algumas coisas, especialmente com distorção, o chorus se comporta melhor que o flanger"...

... e era justamente isso que me pegava refletindo: mas como é que eu não conseguia pelo menos essa camada modulada que o chorus dá?...

... eu não lembro exatamente qual foi a circunstância em que me dei conta do porque... acho até que foi antes de dormir, quando eu estava ouvindo um CD... mas o fato é que a resposta estava justamente numa preferência que eu tenho quanto ao uso do flanger, o que me limitou na hora de testá-lo, que é o lugar dele na cadeia sinal, em especial, se estaria antes ou depois dos pedais de saturação...

... sempre preferí usar o flanger antes das distorções... lembram do chorus com a camada extra de flanger? Pois é, com o flanger antes das distorções, eu sempre consigo essa camada extra de flanger, razão pela qual, nos meus testes, estava procurando um jeito de conseguir a outra parte, o chorus, ou algo parecido com ele... e o resultado todos já sabem, não foi exitoso...

... agora, quando me dei conta da razão pela qual não conseguia um som como o de um chorus com o flanger, na hora lembrei-me dos meus testes com o chorus, em que nunca conseguia essa modulação mais presente quando ele estava colocado antes das saturações...

... e uma coisa que talvez eu não tenha deixado muito claro é que toda essa busca envolve tão somente o uso das modulações com o timbre sujo... com o timbre limpo não há problema algum... portanto, não sei se todos entendem o que quero dizer quando falo em timbre de chorus com distorção, nessa modulada que o chorus dá ao timbre quando colocado depois da saturação, mas espero que sim... hehehe

... então, tendo em vista esse elemento novo, da posição do flanger, já que não tinha feito teste algum com ele depois da distorção, fui fazer um novo teste, que começou bastante promissor... lembram da "modulada de chorus, usando o flanger"? Pois é, estava lá, e na primeira nota... de fato o problema era tão somente a posição do flanger na cadeia de sinal...

... passada essa etapa, fui procurar a outra parte, a "camada extra de flanger", o que, em tese, parecia ser a parte mais fácil... mas não foi... a modulação do tipo "chorus" sempre estava lá... a dificuldade estava em achar um ponto onde o flanger não soasse extremo demais, estivesse no timbre como uma pequena "névoa", como um ar diferente, se é que consigo me fazer claro? Infelizmente, com o BF-2 não consegui achar esse equilíbrio... quando achava o ponto certo do flanger, muitas vezes perdia um pouco de definição dos riff's, pois o flanger não ficava na sombra do timbre, mas sim à frente dele, como é normal quando se usa esse ou qualquer efeito depois da saturação...

... ainda que o novo teste, que trouxe uma nova esperança pra mim, devo confessar, não tenha dado certo, a intenção desse adendo ao post anterior é o de reforçar algo que mesmo pra mim, um cara com certa experiência, foi esquecido: como os pedais podem soar diferentes quando colocados antes ou depois dos pedais de saturação... e eu fiz questão de escrever sobre isso, contando algo que aconteceu comigo, porque muita gente costuma se preocupar muito sobre onde colocar cada efeito... e não tem regra, meus amigos... eu gosto de wah antes das distorções... muitos amigos meus gostam de colocá-lo depois... eu gosto de flanger e phaser antes... muita gente prefere depois... assim como gosto de chorus e delay depois, e tem muita gente que gosta de colocar antes, especialmente quando usa a saturação vinda do pré de um amp.... enfim, não tem regra... acreditem bastante naquilo que vocês costumam ouvir na cabeça de vocês... e na hora de procurar por isso, testem tudo de todo o jeito, essa é a melhor dica que posso dar... ;]

Abraços!

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SE EU SABERIA QUE PEDAIS EU TERIA HOJE? – PARTE 2

30 de out. de 2009 |

Quando escreví a primeira parte dessa série, em determinado momento ponderei que "curiosamente, desde o último post, tem uma posição do setup que está entre 2 efeitos, o que me fez chegar numa interessante opção"... o último post a que me referia é o intulado "Quando o acaso ajuda, e muito...", postado no dia 1 de outubro de 2009... nesse post, eu conto uma pequena história, da forma inusitada como soube da existência da banda Chickenfoot, e do timbre de flanger que ouví em determinada música, que conseguia abarcar aquilo que eu gostaria de fazer com um flanger, algo que, até então, eu só ouvia na minha cabeça... o timbre da música do Chickenfoot não é exatamente o que eu quero, mas foi o que chegou mais perto daquilo que busco...

... contudo, para explicar melhor o que eu quero, vou colar algo que escreví naquele post e que explica relativamente bem o que eu procuro: "uma coisa que o pessoal têm achado muito interessante é quando falo do fato que, muito embora eu queira achar um timbre de flanger que abarque o que ouço na minha cabeça, provavelmente, no momento, eu teria de optar por um chorus, pois com esse efeito sei exatamente o que fazer e quando fazer, especialmente nas minhas composições… contudo, a idéia sempre foi e será o de usar um flanger (no momento, tenho um BOSS BF-2) como se fosse um chorus, mas com aquela camada extra de flanger, que resultaria em algo que transcenderia o chorus"...

... o final dessa parte que copiei é precisa: um chorus com aquela camada extra de flanger... acho que nunca tinha entendido o que eu procurava até escrever esse texto... até então, eu tinha uma imagem, digo, um timbre na cabeça que era mais utópico e subjetivo... entretanto, meio que sem querer, escrevendo aquele post consegui traduzir em palavras o que eu estava querendo fazer...

... claro que o apressado vai sugerir: "ué, então compra um chorus e usa os dois juntos!"... pois é, seria a solução mais fácil, não fosse 1) o fato de que eu tenho um flanger para tentar alguma coisa antes de outras opções; e 2) o fato de que não quero mais um pedal no meu "ainda-em-montagem" novo setup de pedais...

... portanto, a primeira coisa que fiz, por óbvio, foi testar e testar e testar o meu BF-2... e tenho de dizer, é um ótimo flanger, mas que dessa vez ficou refém do conceito "chorus-com-camada-extra-de-flanger"... com ele consigo ou uma coisa ou outra, mas não essas duas camadas que eu quero, sem falar que para algumas coisas, especialmente com distorção, o chorus se comporta melhor que o flanger...

... depois desse teste, comecei a achar que talvez nenhum flanger pudesse me oferecer o que procuro, e aí já estava, evidentemente, pensando em ter em separado um chorus e um flanger... eu achava e acho, entretanto, que o Deluxe Electric Mistress, da EHX, poderia ser a solução pro meu caso, mas ainda assim eu estava um pouco resistente por conta do tamanho desse pedal...

... por essa razão, fui na casa de um amigo, o mais viciado em equipamentos que eu conheço (e com a sorte de ter como comprá-los), para testar o Deluxe Electric Mistress dele... fui lá, testei, adorei, pra variar, mas mal eu começara a mexer no pedal, atrás do timbre que eu quero, quando o cara volta ao estúdio me dizendo: "velho, estou com a solução para os teus problemas na minha mão... larga esse pedal e pluga esse aqui"... e não é que o FDP tinha razão... hehehe


... o que ele me trouxe? Trouxe-me o Stereo Electric Mistress, da EHX, um pedal que ao botar o olho pensei: "tomara Deus que seja o que parece ser"... e é... hehehe... esse pedal tem um chorus e um flanger com controle de profundidade independentes, além de um controle de velocidade compartilhado... eu precisei, sem sacanagem, de menos de 30 segudos para timbrar como eu sempre quis... zerei o flanger, timbrei a velocidade e profundiade somente do chorus, e depois fui adicionando profundidade ao flanger... e pronto, sem mistério algum consegui o timbre que queria... me deu até um certa raiva pela facilidade com que consegui fazer isso...

... além disso, os efeitos isolados são muito bons, muito bons mesmo... o chorus lembra um pouco o do Small Clone, pois soa mais denso, fechado, menos brilhoso, o que me agrada muito desde sempre... o flanger, por sua vez, não está no mesmo patamar do Deluxe Electric Mistress, mas está longe de ser ruim... ele soa bastante orgânico e musical... enfim, são ótimos efeitos num ótimo pedal... fico surpreso por mim mesmo por não ter pensado nessa opção antes, bem como pelo fato do pessoal falar muito pouco dele... dêem uma olhada nos vídeos que seguem, pois acredito que os amigos concordarão comigo que trata-se de um pedal injustamente esquecido ou deixado um pouco de lado... ;]

... de resto, já escreví sobre dois pedais do meu futuro pedalboard: 1) Dirty Little Secret, da Catalibread; e 2) Stereo Electric Mistress, da EHX... no futuro, escreverei sobre os demais... ah, e pra quem quiser saber, gosto do flanger antes dos drives/distorções... ;]

Abraços!






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SE EU SABERIA QUE PEDAIS EU TERIA HOJE? – PARTE 1

16 de out. de 2009 |

Brevíssimo preâmbulo...

Bom, antes de mais nada, quero fazer um pedido aos amigos: como tem sido praxe desde o início da Toca dos Efeitos, tenho recebido mais email´s que comentários aqui no blog... evidentemente, na totalidade, tanto um quanto outro me mostram o prestígio que o pessoal tem dado ao trabalho desenvolvido aqui, e não somente por mim, devo frisar... entretanto, salvo alguns casos em especial, muitos email´s possuem conteúdo que seria interessante que todos tivessem conhecimento, pois alguns assuntos podem interessar muita gente... deixando comentários aqui no blog, é possível fazer isso... eu responderei todas as dúvidas, assim como faço por email, mas com a diferença de que todos terão acesso às informações trocadas... portanto, pessoal, se o assunto for pertinente, opte por usar os comentários do blog, pois dessa forma a informação ficará mais “democratizada”... hehehe


... bom, dito isso, vamos à pauta do dia... hehehe

... então, por conta do último post que fiz, recebi muitos mais email´s me perguntando 1) porque estou usando uma pedaleira digital, algo que pretendo abordar detidamente mais tarde; e 2) se eu saberia que pedais eu teria hoje, acaso não estivessse usando uma pedaleira...

... bom, se tem uma coisa que aprendi com o tempo é que set ideal é algo temporal, ou seja, hoje o ideal é um, amanhã será outro... guitarrista é um tipo que costuma ser insatisfeito mesmo... hehehe... bom, no álbum de fotos do meu orkut, há algum tempo posto meus setup´s com a legenda PEDALBOARD DEFINITIVO... já tenho uns 7 pedalboard´s definitivos desde que comecei a fazer isso... hehehe... mas, ainda que seja temporal, isso não significa que eu não tenha um setup de pedais na minha cabeça... curiosamente, desde o último post, tem uma posição do setup que está entre 2 efeitos, o que me fez chegar numa interessante opção (me cobrem isso depois)... entretanto, afora isso, o resto, NO MOMENTO, estaria definido...

... para a primeira parte dessa “pequena saga”, escolhi escrever sobre a “menina dos meus olhos no momento”, que é o Dirty Little Secret, da Catalinbread...

... desde que ele foi lançado, sempre tive muito interesse nesse pedal, pois os vídeos e samples que acessava mostravam características espetaculares para o som que tenho tocado no momento... entretanto, foi depois que tive a oportunidade de tocar nele que fiquei realmente embasbacado com as potencialidades desse pedal... há muito tempo eu não ficava tão positivamente impressionado com um pedal de saturação...

... esse pedal não tem mistérios... quem deseja um som de Marshall, e com diversas nuances de um Marshall, esse é "O" cara... para comportar tamanha versatilidade, ele possui dois MODOS, chamados ROCK e RAWK... o primeiro passeia na linha de um Plexi... não é uma simulação de Plexi, antes que me entendam mal, mas ele tem algumas nuances desse amplificador, seja com um belo clean/crunch, seja com um drive bastante presente, ou seja, é o modo com o timbre mais vintage... o modo RAWK, por outro lado, tem um incrível timbre de hi gain Marshall... através do uso adequado do TONE e do GAIN, é possível ter um hi gain bem presente, na linha dos Plexi´s "modificados" dos anos 80, bem como um hi gain mais fechado e comprimido, na linha de um JCM800 "bombado"... portanto, é opção que não acaba mais...

... então, como podem perceber, tendo em vista o que toco atualmente, que é o grande parâmetro para qualquer músico escolher o que precisa ter no seu pedalboard (pelo menos na minha opinião), hoje em dia o Dirty Little Secret seria a minha escolha para hi gain... ele não é um pedal específico para metal, estilo que não toco desde o final do ano passado, mas mesmo assim oferece timbres bem pesados...

... bom, está aqui o primeiro dos pedais que eu teria hoje em dia no meu pedalboard... em breve, falarei dos demais...

... e, claro, como não poderia deixar de ser, segue abaixo alguns vídeos mostrando o DLS em diversas situações diferentes... sim, são muitos vídeos, mas vale apena vê-los, pois com eles é possível entender todas as possibilidades desse pedal incrível... ;]

Abraços!
















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O que eu tenho e pretendo usar no futuro?

25 de set. de 2009 |

Hoje eu tive ensaio com a minha banda, mas, por sorte, chegando mais cedo no estúdio, encontrei um amigo que não via há algum tempo, e que, curiosamente, já foi entrevistado pela Toca dos Efeitos, que é o Nuclear, guitarrista da banda Redoma…

… enfim, conversa vai, conversa vem, ele entra na sala de ensaio comigo e dá uma olhada no meu setup… surpreso, porque sempre me viu com “montes de pedais”, perguntou-me se ainda tinha ou pretendia usar pedais? Pra quem não sabe, a surpresa dele adveio do fato de que hoje em dia tenho usado uma pedaleira BOSS GT-8, com um MXR Phase90 EVH no loop e um pedal de controle externo (o BOSS FS-5L)… em resposta ao questionamento dele, disse que sim, que obviamente não conseguiria me ver livre da G.A.S. por pedais, e que, portanto, ainda estava montando outro setup apenas com essas “latinhas viciantes”… hehehe

… comentei que tinha um setup composto pelo phaser que já uso com a GT-8, um BOSS BF-2, um SD-1 modificado, um DS-1 modificado, um MT-2 modificado, faltando, apenas, um delay, e um wah e um chorus (este último apenas se eu não conseguir usar o flanger como um chorus, eventualmente), além de um pedal que tenho feito pra mim e que terá um boost para solos… por essa razão, ele, que gosta muito de delay´s, me perguntou o que eu tinha em mente… disse-lhe que, ultimamente, tenho usado menos delay que antigamente, normalmente com apenas duas opções de regulagens: 1) ou um delay para solos e bases; 2) ou um delay com muita repetição, estilo “The Edge”… por essa razão, não via necessidade de ter novamente um “shopping de delay´s”, como o antigo DD-20, mas sim um pedal mais “simples”, mas com um timbre diferenciado, especialmente porque estou usando muito delay para simular “grandes ambiências”…

… o primeiro da lista, há muito tempo, diga-se de passagem, é o MXR Carbon Copy, que já tive a oportunidade de testar exaustivamente e verificar que é um ótimo delay… entretanto, recentemente (há alguns meses atrás, na verdade), a EHX lançou versões “menos maduras” do clássico Memory Man, que são o Memory Boy e o Memory Toy (ótimos nomes, não? hehehe)… eu estou bastante interessado no Memory Toy, que parece ser similar com o Carbon Copy, pois, além do delay, possui uma opção de inclusão de chorus no efeito… ainda não me decidi entre um e outro por vários motivos, em especial pelo fato de ainda não ter tido a oportunidade de testar o Memory Toy… entretanto, tão logo eu o teste, devo, enfim, bater o martelo sobre o assunto… hehehe

… para quem não conhece o Memory Toy, segue abaixo um vídeo que, casualmente, saiu nessa semana… ;]

Abraços…

 

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