NA CASA DO VINO

4 de set. de 2012 |

E não é que deu samba?

… eu sei, essa frase solta e sem contexto não faz sentido, mas foi exatamente isso que acabou acontecendo semana passada…

images… explico: meu amigo Vino Ferrari, que já participou de um DE TOCA EM TOCA, me convidou para fazermos um som na casa dele… algo absolutamente despretensioso… ele queria conhecer alguns pedais que eu tenho, eu queria conhecer alguns pedais que ele tem, ou seja, seria um encontro de comadres que gostam de efeitos de guitarra… e foi exatamente isso que aconteceu…

… entretanto, um elemento tornou o encontro em algo diferente do usual, sendo, talvez, a razão desse “samba”… conversando no grupo da Toca dos Efeitos no Facebook (http://www.facebook.com/groups/295567583788059), eu e o Vino comentamos que iríamos fazer esse som… o pessoal, claro, pediu que gravássemos alguma coisa e foi isso que fizemos…

… por conta da gravação e da forma como resolvemos fazer essa gravação, eu e o Vino começamos a pensar em tornar esses encontros em algo pra Toca, em uma nova e diferente sessão da Toca dos Efeitos… e entre um papo e outro nasceu o NA CASA DO VINO…

… mas que diabos será o NA CASA DO VINO?

… exatamente isso que descreví acima: um encontro de dois amigos para fazer um som, testar pedais e fazer o registro disso num clima de total descontração… não queremos nada com ar professoral… serão dois amigos fazendo um som e dividindo isso com o pessoal da Toca dos Efeitos…

… claro, não será algo que fugirá da proposta da Toca dos Efeitos, mas sim algo que terá uma roupagem diferente, como vocês poderão perceber no vídeo abaixo…

… aliás, o vídeo abaixo foi feito como ele mesmo se mostra: despretensiovo, sem maiores cuidados com a captação de qualquer ordem, seja de som ou de imagem… agora, uma vez que o NA CASA DO VINO passará a ser uma sessão da Toca, essa parte passará por um upgrade e nas próximas edições faremos gravações com microfonação dos amps. e uma estrutura mais elaborada e bacana para realmente mostrarmos com mais riqueza a qualidade dos pedais que estaremos tocando…

… por conta disso, desde já convido empresas, handmades e afins a participarem dessa nova jornada… será um prazer tocar e mostrar o pedal de vocês nessa nova sessão, que na próxima edição já terá uma roupagem muito mais profissional, mas não menos descontraída e interessante…

… ainda, não deixem de ver os créditos do final do vídeo… vocês verão mais uma novidade por lá… ;]

… por fim, agradeço à todos, sempre lembrando que o Twitter da Toca é @TocaDosEfeitos e que a página no Facebook é http://www.facebook.com/tocadosefeitos..

… abraços e até a próxima…

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DICA DA SEMANA

28 de fev. de 2012 |

Semanalmente, para não dizer diariamente, recebo emails com consultas das mais diferentes acerca de pedais, indicações, ordem para ligá-los e etc….

… entretanto, algumas perguntas se repetem com certa frequência, e uma delas, em especial, sempre me deixa intrigado, pois trata-se de um efeito muito comum, mas que muita gente rotula como datado, “anos 80”, e esse tipo de coisa… o efeito em questão é o de chorus…

… depois do advento das redes sociais, e como participo delas desde o início, tenho absoluta convicção ao afirmar que o pessoal antes montava sets mais convencionais, enquanto que hoje gostam de conhecer novos efeitos e fugir do que antigamente era padrão… e o chorus, como modulação principal, passou por isso também, sendo cada vez menos visto, ou pelo menos bem menos que antigamente…

… antes era muito menos comum ver flangers e phasers nos pedalboards do pessoal do orkut (na época, a única rede social)… há alguns anos, entretanto, eles se proliferaram, tirando, pelo menos me pareceu que sim, o espaço cativo que o chorus costuma ter…

… só que, se tem um efeito que sou consultado diariamente, esse efeito é o chorus… todo o dia me pedem comparações, dicas e etc… e é justamente por conta da percepção que tive durante os anos que fico surpreso com a quantidade de questionamentos que recebo sobre esse efeito… de certo a minha percepção está equivocada, vai saber… hehehe

… seja como for, eu sou suspeito, porque gosto muito de chorus… já tive crises com esse efeito, mas depois de superadas, voltei a gostar como sempre gostei dele…

… assim como muitos, eu não gosto de usar chorus como se usava nos anos 80… mais que isso, não gosto muito de chorus muito brilhosos… gosto de chorus mais gordos/fechados, ou seja, chorus apesar de ser, não deveria ser considerado um efeito datado…

… agora, o interessante nessa história toda é que nunca me perguntaram qual o meu pedal de chorus preferido… e como recentemente reiniciei minha busca por esse pedal, resolví dividir essa resposta com os amigos, nesse DICA DA SEMANA…

Boss_DC2DimensionC_l… sendo rápido e rasteiro, o meu pedal de chorus preferido é o BOSS DC-2… sim, é um BOSS… sim, é um pedal pouco conhecido…

rack… o BOSS DC-2 só possui versões feitas no Japão, até onde sei, e é baseado no rack Roland SDD-320 Dimension D… o grande diferencial desse chorus, pelo menos pra mim, é a sensação de 3D que ele agrega ao timbre, dando, literalmente, uma nova dimensão ao efeito… na verdade, é muito difícil explicar o efeito… certamente o melhor é ouví-lo em ação…

… uma coisa curiosa desse pedal é que ele possui 4 botões com presets setados de fábrica… infelizmente não é possível resetar as regulagens e criar 4 opções do agrado do freguês… entretanto, no meu caso, isso não é problema, porque o timbre dessas 4 opções é perfeito pra mim: a modulação é maravilhosa, a profundidade é na medida em todas as opções, enfim, um grande pedal de chorus, na minha opinião…

… agora, a pergunta é: por que eu não tenho nem nunca tive esse pedal, AINDA? Simples: por se tratar de um chorus reconhecidamente muito bom, e raro, os preços praticados, tanto no Brasil como nos EUA, são quase proibitivos… para se ter idéia, o único pedal anunciado hoje, dia 25.02.2012, no Mercado Livre, custa R$599,00… o melhor preço no eBay, por exemplo, é de $399,99… ok, não chega a ser proibitivo, mas acho um preço muito alto e eu ainda não estão disposto a pagar tanto… sigo esperando a alma caridosa que vai anunciá-lo pelo preço que eu quero pagar… hehehe

… seja como for, pra quem não conhecia, fica a dica…

… abaixo, coloco os melhores vídeos que encontrei no Youtube… como pode-se imaginar, se o pedal é raro, raros são os vídeos… de qualquer forma, acho que esses que seguem conseguem dar uma idéia acerca do timbre desse pedal, muito embora essa sensação 3D só seja possível ter ao vivo…

… e antes que eu me despeça, A PROMOÇÃO A TOCA QUE DÁ CORDA PRA VOCÊ TERMINA AMANHÃ, DIA 29.02.2012… não perca a oportunidade de concorrer à cordas da Ernie Ball… para saber como participar, acesse o endereço http://www.tocadosefeitos.com.br/2012/02/promocao-toca-que-da-corda-pra-voce.html …

No mais, amigos, abraços e até a próxima…

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Na cola do último DICA DA SEMANA postado aqui…

27 de jul. de 2011 |

… resolví postar uma série de vídeos que reputo como muito interessantes…

… os vídeos em questão são de uma recente entrevista com o guitarrista Faíska, muito famoso e respeitado no mercado brasileiro…

… sendo honesto com os amigos, conheço muito pouco o trabalho do Faíska, mas ao mesmo tempo me impressiona o respeito que ele tem no meio… grandes guitarristas, inclusive alguns que o público gosta, mas que no meio não são tão “queridos”, respeitam muito o Faíska… e por isso acho válido colocar aqui essa muito boa entrevista…

… no terceiro vídeo o Faíska fala do pedalboard dele, e me agrada muito poder mostrar o parecer de alguém que procura ser objetivo, simples, mas eficiente na construção e nos conceitos do próprio som… por isso, vejam os 3 vídeos, não passem direto pro último… a entrevista não tem absolutamente nada de entediante, acreditem… ;]

Abraços…

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DICA DA SEMANA

24 de jun. de 2011 |

Pessoal, o vídeo que segue abaixo é, na minha opinião, um achado… possui exatamente tudo aquilo que eu gostaria de poder produzir pra Toca: muitos pedais, em diversos estilos, com guitarras e amplificadores diferentes, captados em alto nível… por isso acho que é um achado…

… nesse vídeo, o cara grava muita coisa com muitos pedais da MXR… com uma ótima qualidade de gravação, é uma excelente oportunidade, sem dúvida alguma, de ouvir muitos dos pedais da marca… é um vídeo longo, mas altamente e totalmente excelente e recomendável…  ;]

Abraços…

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DICA DA SEMANA

10 de jun. de 2011 |

Amigos, o DICA DA SEMANA traz os pedais lançados pela TC Electronic, na NAMM 2011…

… a linha toda é interessante, mas hoje destaco os que me agradaram mais, pelos vídeos disponíveis na internet, que são o Corona Chorus, o FlashBack Delay (esse em especial), o MojoMojo Overdrive e o Dark Matter Distortion… dêem um confere…  ;]

Abraços…

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DICA DA SEMANA

27 de mai. de 2011 |

O DICA DA SEMANA dessa semana tem culpado com nome e sobrenome: Marcos “Lelo” Craveiro, colaborador da Toca…  ;]

… há algumas semanas ele tem me ajudado muito na coletânea de material de sempre é publicado nessa seção… e nessa semana, em especial, ele acertou ainda mais na mosca que o usual, razão pela qual resolví publicar de uma vez… alguém aqui conhece a marca Strymon? E conhece o pedal Lex Rotary?… eu imagino que a maioria não, mas o Lelo conhece… e, meus amigos, que Rotary espetacular…

… eu não tenho como fazer qualquer comentário a não ser que pelo vídeo abaixo o timbre é espetacular, espetacular mesmo… se é mesmo, não sei, mas se não for, engana que é uma beleza… ;]

… além disso, a marca faz alguns outros efeitos, e do que ví, destaco o delay e o reverb… dêem um confere e comentem aqui, claro… ;]

… em tempo, já aviso aos amigos que será publicado um review na próxima segunda-feira… o review era para ser publicado nessa segunda, mas uma infermidade me impossibilitou de finalizá-lo…  ;]

Abraços…

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Complementando o último DICA DA SEMANA…

24 de mai. de 2011 |

… segue um vídeo de um lançamento da MXR, o Analog Chorus, que não existia quando foi publicado o último DICA DA SEMANA… que que você achou?  ;]

Abraços…

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QUE PORRA É ESSA? – Chorus

15 de mai. de 2011 |

QUE PORRA É ESSA? – Chorus (Charles Fernandes)

Depois de falar do phaser, o chorus é mais um equipamento de MODULAÇÃO abordado pela Toca dos Efeitos. Bem, acho que já está na hora de você entender o que é modular, ou vai ficar ouvindo isso até se tocar que é uma ferramenta de efeitos que cria toda uma família com características próprias.

(Não serei repetitivo, mas dêem uma lembradinha nas explicações sobre Comb filter e Doppler que são fenômenos acústicos que abordamos no texto anterior - phaser, e que geram cancelamentos e desafinações naturais no som. Será difícil ir adiante sem conhecer a ação deles, pois as modulações, basicamente, imitam estes efeitos de acústica como modificadores de timbre).

O que é Modular? PORRA, o que é uma Modulação?

Modular é modificar, mas não apenas modificar: é fazer isso constantemente. Os equipamentos de modulação podem, de várias formas, modificar o timbre original, desafinando, oscilando ou cancelando, usando um LFO (low frequence oscilator) no som para que algum parâmetro varie constantemente. Apenas variar, ou seja mudar, não cria efeitos de modulação, é necessário que seja constante, pois dentro de um som existem vários comprimentos de onda, e cada freqüência precisa de determinado “ponto” para criar um efeito. O LFO corre o som com várias regulagens de um mesmo parâmetro para que ele atue em todo o som, ou seja, em todo o spectro produzido pela guitarra.

Se você tem delay analógico, o experimento é simples: enquanto toca, altere o tempo do atraso, pois você criará uma desafinação, um DOPPLER, usado na criação de vários efeitos de modulação como o Phaser, o Chorus e o Vibe. Mas quando pára de rodar o knob, o som volta a ser delay, ou seja, é a alteração constante dos parâmetros que gera os efeitos de modulação.

AGORA SIM... definindo modulação podemos definir o Chorus...

Porra, e o Chorus? Que é isso?

Chorus significa Coral, ou seja, duas ou mais vozes fazendo o mesmo som; digamos, tentando fazer o mesmo som, pois existem diferenças de timbre e de técnica que impedem os cantores de fazer vozes idênticas. Existirão no mínimo 3 variações entre as vozes, uma ligeira desafinação, ou vinda da técnica, ou das diferentes distâncias dos cantores até o ouvinte (Doppler); além do tempo de execução e timbre do cantor. A soma destas vozes diferentes criará um ENSEMBLE (Soma de Conjuntos físicos), que podemos entender como CORAL.

 

Para exemplificar, não poderia deixar de falar dos backing vocals de samba de roda, que por levarem o público a cantar em uníssono, são ótimo exemplo de chorus. No vídeo abaixo, em grande forma, o Maestro Benito de Paula (em homenagem ao autor deste texto) executa a linha vocal, e o público, junto dos backings, repete o refrão, que soa como coral.

 

Agora substitua a voz humana por instrumentos de corda, e as diferenças serão as mesmas: desafinação, tempo e timbre. Pode-se notar suaves oscilações e um timbre geral ligeiramente diferente do som de um instrumento somente, como se estivéssemos ouvindo o som dentro da concha de um caracol.

 

E finalmente, na GUITARRA elétrica, um abençoado teve a idéia de IMITAR este fenômeno acústico e desenvolveu um equipamento que altera o sinal eletrificado seguindo o mesmo raciocínio.

Tecnicamente, o chorus para guitarra duplica em paralelo o sinal da guitarra (splita), deixando um sinal passar sem alteração, que é chamado de DIRECT SOUND; o outro sinal recebe, primeiramente, um delay de menos de 50 ms, que faz com que o sinal splitado descole do original para poder ser entendido separadamente. Este delay, então, é MODULADO entre 0 e 50ms, gerando um doppler, desafinando o som, que muitas vezes altera o timbre, dependendo do equipamento utilizado, aumentando ainda mais o efeito de chorus.

Basicamente, o chorus é muito semelhante ao phaser, mas no chorus não se chega a proporcionar comb filters tão proeminentes, chegando apenas a imitar um leve doppler.

Neste vídeo você pode ouvir o Coral de uma só guitarra usado em “Come as you are” do Nirvana.

 

As diferentes marcas e modelos de chorus se baseiam nestas diretrizes, mas os diferentes componentes, seus valores e os parâmetros de intensidade e velocidade geram variados timbres entre eles.

Resumidamente, e simplificando ao máximo a explicação acima, o chorus foi criado para você não ter que aturar um segundo guitarrista imitando o que você toca, afinal de contas, um segundo guitarrista irá criar uma excentricidade na rotação do mundo (hehehe).

O chorus, assim como um possível segundo guitarrista em sua banda, pouco seria útil em solos, pois, em geral, é a hora da nitidez, mas é amplamente aplicado em bases e acompanhamentos.

Como exemplo final, vamos dar uma olhada na Orquestra de um só guitarrista para ver como ele usa seu chorus, aliado a delays, criando a sensação de múltiplos músicos.

 

Como nota de encerramento da parte explicativa do texto, posso afirmar que a técnica do chorus é muito mais complicada que sua utilização. Em geral as modulações são assim mesmo, mas devemos ter uma chave na cabeça, ligando o pedal a uma intenção, e sempre que aparecer esta intenção, intuitivamente o pé vai acionar o efeito. Para mim as palavras que vem a cabeça quando preciso acionar o chorus são DUPLICIDADE, PREENCHIMENTO, BRILHO, enfim, tudo que você ganharia se tivesse um segundo guitarrista te imitando.

 

E o caminho da prática, qual é? (Milton Morales)

A pergunta é bastante pretensiosa, ainda mais se alguém achar que tem condições de indicar um caminho apenas… ledo engano, que não procurarei cometer…

… de qualquer forma, para poder trazer à baila a minha experiência com chorus, e formas de usá-lo, creio que seja interessante entender/distinguir como soa um chorus, não é verdade?… eventualmente, ainda mais para quem é iniciante, é difícil saber o que é e como soam determinados efeitos… portanto, vamos conhecer como um chorus pode soar…

… no primeiro exemplo, procurei gravar um sample com o chorus em aplicações com a guitarra limpa, que vão de timbres bastante comuns de chorus, à um pouco de vibratos, abusando do controle de velocidade… adianto que na gravação foi usado um chorus simples, apenas com ajustes de velocidade (SPEED) e profundidade/intensidade (DEPTH)… ao final da audição, será possível concluir uma em duas possibilidades: 1) que o efeito de chorus não é um bixo de sete cabeças; ou 2) que o músico que toca é bastante limitado… espero que concluam pela primeira opção… hehehe ---

… se existe algo que a Toca procura estimular é que se mexa/fuça/gire a porra dos knobs dos seus pedais… procure conhecer todas as possibilidades que o seu pedal oferece, antes de pensar em comprar outro (fato comum entre os guitarristas… inclusive eu… hehehe)… apesar disso, alguns efeitos são, na minha opinião, muito diretos, e entre esses coloco o chorus… é claro que dependendo do modelo é possível filtrar frequências, ou mesmo ter timbres diferentes, entretanto, até o momento que escrevo esse texto, nunca encontrei, nos diferentes pedais que já passaram pelos meus pés, opções de uso muito diferentes que estas ouvidas no sample acima… sim, é possível explorar a velocidade do efeito, e conseguir um resultado diferente do usual, como na última parte do audio, mas em se tratando de aplicações/possibilidades, os caminhos são mais ou menos esses… se isso é ruim? Absolutamente não, tanto que o efeito de chorus é um dos mais vistos nos pés dos guitarristas… agora, da mesma forma é um efeito usado quase sempre com a mesma finalidade, o que significa que o diferente, no frigir dos ovos, será sempre o timbre do chorus: alguns terão um timbre mais gordo, e menos brilhoso, como o Danelectro Cool Cat, ou o EHX Small Clone, usado no vídeo acima, do Nirvana; outros terão mais presença, especialmente de agudos, como o clássico BOSS CE-2… portanto, o meu conselho é procurar o timbre de chorus preferido, porque isso será o determinante no efeito, e nem tanto o alcance de profundidade ou de velocidade, ou as possíveis aplicações que eventualmente um ofereça, e outro não, o que, em se tratando de chorus, é algo raro…

… outra forma muito interessante de usar o chorus é com distorções… aqui, penso eu, controles extras de LEVEL e TONE ou FILTER (filtro de graves e agudos) podem ser muito bem vindos, até para evitar que não haja um boost de volume demasiado quando o chorus for acionado, ou mesmo graves ou agudos que possam acabar descaracterizando o timbre da distorção… seja como for, a questão preponderante aqui é a posição do chorus, se colocado antes ou depois da distorção… para mostrar os diferentes comportamentos deste efeito antes ou depois, segue um sample onde é usado o chorus com distorção, gravado da seguinte forma: riff –> riff com o chorus antes da distorção –> riff com o chorus depois da distorção ---

… como comecei o texto escrevendo que não cometeria o erro de tentar dizer que há um caminho apenas para usar o chorus, insisto que qualquer palavra escrita aqui são as minhas conclusões acerca do efeito, mas não são, em hipótese algum, retrato de uma verdade universal… quem acha o efeito de chorus direto sou eu… pode ter quem ache que não… quem acha que as possibilidade de aplicações são mais ou menos as mesmas entre as opções do mercado, sou eu… pode ter quem ache que não… enfim, o importante é não se limitar às minhas experiências, nem as de ninguém… procure fazer a sua experiência a partir de experimentações… das minhas, posso dizer que acho o efeito de chorus bastante interessante, especialmente com drives/distorções… quando comecei a tocar, usava o chorus basicamente para dar uma cor diferente aos timbres limpos… hoje, podendo, prefiro usar outros efeitos, como flanger, phaser ou tremolo, ou até mesmo explorar melhor bons reverbs, sem nenhuma outra modulação… entretanto, para elaborar riffs distorcidos, tenho achado o chorus uma ferramenta muito interessante, que permite colocar uma dimensão diferente… se tivesse de achar um adjetivo para o que eu geralmente procuro quando uso um chorus, seria dramaticidade: quero que o chorus insira essa sensação ao som… portanto, experimente, você pode se surpreender… ah, e só para constar, gosto de usar o chorus depois das distorções…  ;]

… por fim, meus amigos, agradeço mais uma vez a participação do Charles, que sabe muito do riscado e que se dedica de verdade para fazer textos dessa qualidade para todos nós… e espero todos de volta em breve, quando postarei mais um review…

… afora isso, reforço que todos solicitem entrar no mailist da Toca, pelo email tocadosefeitos@yahoo.com.br , pois além da praticidade de receber por email avisos das novas publicações do blog, você fará parte da lista VIP da Guitar Mind, que traz ofertas e promoções exclusivas… NÃO PERCAM!!!

Abraços e até a próxima… \m/

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NAMM 2011 – Efeitos 2/3

10 de fev. de 2011 |

E mais efeitos… e não perca os novos Tube Screamers… podem interessar a muitos…  ;]

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NAMM 2011 – Efeitos 1/3

8 de fev. de 2011 |

Então, meus amigos, depois do melhor em amplificadores, hoje começa a seção do melhor em efeitos da NAMM 2011… penso que nessa parte não houve o mesmo brilho que os amplificadores lançados, mas mesmo assim tem muita coisa boa…

… e não estranhem que os 3 primeiros vídeos sejam do mesmo equipamento… trata-se de um equipo que me chamou muito a atenção, sem falar que os 3 se completam para mostrar o que ele tem de melhor… vale o confere…

… de resto, abraços e até daqui a 2 dias… hehehe

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SE EU SABERIA QUE PEDAIS EU TERIA HOJE? – PARTE 2

30 de out. de 2009 |

Quando escreví a primeira parte dessa série, em determinado momento ponderei que "curiosamente, desde o último post, tem uma posição do setup que está entre 2 efeitos, o que me fez chegar numa interessante opção"... o último post a que me referia é o intulado "Quando o acaso ajuda, e muito...", postado no dia 1 de outubro de 2009... nesse post, eu conto uma pequena história, da forma inusitada como soube da existência da banda Chickenfoot, e do timbre de flanger que ouví em determinada música, que conseguia abarcar aquilo que eu gostaria de fazer com um flanger, algo que, até então, eu só ouvia na minha cabeça... o timbre da música do Chickenfoot não é exatamente o que eu quero, mas foi o que chegou mais perto daquilo que busco...

... contudo, para explicar melhor o que eu quero, vou colar algo que escreví naquele post e que explica relativamente bem o que eu procuro: "uma coisa que o pessoal têm achado muito interessante é quando falo do fato que, muito embora eu queira achar um timbre de flanger que abarque o que ouço na minha cabeça, provavelmente, no momento, eu teria de optar por um chorus, pois com esse efeito sei exatamente o que fazer e quando fazer, especialmente nas minhas composições… contudo, a idéia sempre foi e será o de usar um flanger (no momento, tenho um BOSS BF-2) como se fosse um chorus, mas com aquela camada extra de flanger, que resultaria em algo que transcenderia o chorus"...

... o final dessa parte que copiei é precisa: um chorus com aquela camada extra de flanger... acho que nunca tinha entendido o que eu procurava até escrever esse texto... até então, eu tinha uma imagem, digo, um timbre na cabeça que era mais utópico e subjetivo... entretanto, meio que sem querer, escrevendo aquele post consegui traduzir em palavras o que eu estava querendo fazer...

... claro que o apressado vai sugerir: "ué, então compra um chorus e usa os dois juntos!"... pois é, seria a solução mais fácil, não fosse 1) o fato de que eu tenho um flanger para tentar alguma coisa antes de outras opções; e 2) o fato de que não quero mais um pedal no meu "ainda-em-montagem" novo setup de pedais...

... portanto, a primeira coisa que fiz, por óbvio, foi testar e testar e testar o meu BF-2... e tenho de dizer, é um ótimo flanger, mas que dessa vez ficou refém do conceito "chorus-com-camada-extra-de-flanger"... com ele consigo ou uma coisa ou outra, mas não essas duas camadas que eu quero, sem falar que para algumas coisas, especialmente com distorção, o chorus se comporta melhor que o flanger...

... depois desse teste, comecei a achar que talvez nenhum flanger pudesse me oferecer o que procuro, e aí já estava, evidentemente, pensando em ter em separado um chorus e um flanger... eu achava e acho, entretanto, que o Deluxe Electric Mistress, da EHX, poderia ser a solução pro meu caso, mas ainda assim eu estava um pouco resistente por conta do tamanho desse pedal...

... por essa razão, fui na casa de um amigo, o mais viciado em equipamentos que eu conheço (e com a sorte de ter como comprá-los), para testar o Deluxe Electric Mistress dele... fui lá, testei, adorei, pra variar, mas mal eu começara a mexer no pedal, atrás do timbre que eu quero, quando o cara volta ao estúdio me dizendo: "velho, estou com a solução para os teus problemas na minha mão... larga esse pedal e pluga esse aqui"... e não é que o FDP tinha razão... hehehe


... o que ele me trouxe? Trouxe-me o Stereo Electric Mistress, da EHX, um pedal que ao botar o olho pensei: "tomara Deus que seja o que parece ser"... e é... hehehe... esse pedal tem um chorus e um flanger com controle de profundidade independentes, além de um controle de velocidade compartilhado... eu precisei, sem sacanagem, de menos de 30 segudos para timbrar como eu sempre quis... zerei o flanger, timbrei a velocidade e profundiade somente do chorus, e depois fui adicionando profundidade ao flanger... e pronto, sem mistério algum consegui o timbre que queria... me deu até um certa raiva pela facilidade com que consegui fazer isso...

... além disso, os efeitos isolados são muito bons, muito bons mesmo... o chorus lembra um pouco o do Small Clone, pois soa mais denso, fechado, menos brilhoso, o que me agrada muito desde sempre... o flanger, por sua vez, não está no mesmo patamar do Deluxe Electric Mistress, mas está longe de ser ruim... ele soa bastante orgânico e musical... enfim, são ótimos efeitos num ótimo pedal... fico surpreso por mim mesmo por não ter pensado nessa opção antes, bem como pelo fato do pessoal falar muito pouco dele... dêem uma olhada nos vídeos que seguem, pois acredito que os amigos concordarão comigo que trata-se de um pedal injustamente esquecido ou deixado um pouco de lado... ;]

... de resto, já escreví sobre dois pedais do meu futuro pedalboard: 1) Dirty Little Secret, da Catalibread; e 2) Stereo Electric Mistress, da EHX... no futuro, escreverei sobre os demais... ah, e pra quem quiser saber, gosto do flanger antes dos drives/distorções... ;]

Abraços!






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