GF PEDALS Overdrive 808 Boosted

14 de out. de 2012 |

Preciso confessar que não fui eu quem descobriu a GF Pedals... esse mérito, inclusive porque nos proporciou fazer uma promoção que sorteou um pedal da marca, é todo do Augusto Fortes, o dono da Guitar Mind, que é uma grande parceira da Toca dos Efeitos... portanto, meus agradecimentos em todos os sentidos ao Augusto...

... mas por que em todos os sentidos? Por duas razões bastante simples: 1) porque o Augusto fez contato com a GF Pedals com o intuito de fazer uma nova parceria para a Toca, propondo, inclusive, a promoção que sorteou o pedal; e 2) porque por causa dessa iniciativa pude conhecer o Bruno, que é um grande cara, e pude conhecer esse Overdrive 808 Boosted, que apesar de “parecer ter um som óbvio”, por ser baseado num pedal clássico, surpreende... pelo menos me surpreendeu muito, mas muito mesmo...

... a primeira coisa que salta aos olhos é a construção do pedal... ele é muito robusto, com caixa no padrão MXR, potenciômetros firmes, e algo que gosto muito, que é um botão para acionar a função BOOSTED, e não aquelas chaves convencionais... não que eu veja algum problema nas chaves, mas eu realmente acho que o botão deixa o visual muito mais bacana...

DSC00394... abrindo o pedal o que se percebe é uma montagem limpa, seguindo o mesmo padrão de montagem da MXR, utilizando, inclusive, potenciômetros de hastes altas, que é algo raro entre os handmades que conheço... não que esses potenciômetros sejam melhores que outros, apenas ressalto isso porque vejo com bons olhos uma empresa procurar fazer bem feito aquilo que é bem feito por uma empresa consolidada como a MXR... portanto, ponto para a GF Pedals, tanto pela qualidade dos componentes, quanto pela qualidade da construção do Overdrive 808 Boosted...

... superada a parte tátil, vamos à parte que só os ouvidos podem analisar, o som do pedal...

... ao ligá-lo, como sempre faço, coloquei todos os controles às 12hs e logo senti aquela vibe de “TS-like”... mas 2 coisas me chamaram a atenção: 1) o ganho parecia maior que o usual de um TS808; e 2) não senti algo que sempre me incomoda nos Tube Screamers, que é um corte de graves... e isso me incomoda profundamente... ou seja, pra mim, trata-se de um upgrade e tanto…

... como nas primeiras vezes toquei com o pedal usando a minha Les Paul, basicamente explorei o Overdrive 808 Boosted em sonoridades mais vinculadas ao rock, algumas um pouco menos saturadas, e nessas gostei muito de tocar músicas dos Stones, e outras um pouco mais saturadas, e nessas me agradou muito tocar Deep Purple e Audioslave (por alguma razão, aos meus ouvidos, o Overdrive 808 Boosted, com a chave Boosted acionada, e a minha Les Paul, soava bem demais para tocar Cochise e Show me How to Live, por exemplo)...

... alguns testes depois, resolvi testar o pedal com a minha strato, especialmente para ter condições de ouvir o pedal com single-coils, e as primeiras impressões foram de respostas muito similares à de um Tube Screamer: médios proeminentes, boa compressão, ótima definição de notas e sustain para solos, ou seja, se você procura alguma coisa na linha do SRV, você sempre estará bem acompanhado com um Tube Screamer, e por isso também estará bem acompanhado com o Overdrive 808 Boosted... este último com alguns extras... que extras? Vamos à eles...

... antes mesmo de tocar com a criança, quando fiz a entrevista com o Bruno, perguntei à ele algumas referências sobre o pedal, e num primeiro momento o Bruno o definiu como “basicamente um TS808 com uma chave que dá mais ganho” (não foram exatamente essas as palavras, mas foi algo do gênero)... aí, quando liguei o pedal, eu senti ele um pouco diferente de um TS808, como descrevi acima (parecia ter mais ganho, mesmo com a chave Boosted desligada, e não ter o clássico corte de graves), sem falar que o timbre parecia soar um pouco mais “na cara”, menos macio que um TS, e com uma resposta de médio-agudos e agudos um pouco diferente... inclusive, quando levei o pedal para o Vino Ferrari conhecer, oportunidade em que gravamos o primeiro NA CASA DO VINO, ele mesmo definiu o pedal como um “808 com um tempero diferente”, ou seja, ele também sentiu algo diferente... não sei por ele, mas pra mim esse algo diferente era mais interessante...

... depois da entrevista com o Bruno, e de outras conversas com ele, entendi no que o OD808B (a partir de agora vou usar essa sigla, para não ficar escrevendo o nome todo do pedal) era diferente do TS808: a clipagem é diferente, ou seja, enquanto o pedal da Ibanez tem clipagem simétrica, o da GF Pedals tem clipagem assimétrica, e à isso se deve essa diferença sentida por mim e pelo Vino...

... tenho certeza que muitos dirão que essa diferença é pequena, não é muito relevante... já li muita gente opinar nesse sentido, e faço esse comentário justamente porque eu divirjo dessa opinião... pelo menos aos meus ouvidos essa é uma diferença consistente, que normalmente muda justamente aquilo que senti quando comecei a tocar com o pedal, ou seja, um timbre “menos macio” e com uma resposta diferente de freqüências altas, especialmente, muito embora a resposta das freqüências, como um todo, fique diferente da de um TS com clipagem simétrica...

01... o controle de tonalidade é muito responsivo... nesse tocante não há nada nem que desabone o pedal, nem que destaque ele... funciona como um controle de TONE deve funcionar... por outro lado, quando o pedal é usado como booster/tone shaper, o TONE tem uma resposta muito interessante, justamente porque através dele é possível filtrar/tirar freqüências altas ou baixas de médios, ajustando melhor o timbre final do pedal ou amp. que o OD808B estiver empurrando... aliás, nesta função o OD808B é muito superior a qualquer TS que já tenha passado pelos meus pés... mas isso explico melhor quando escrever sobre o pedal na função de booster...

... acerca do timbre do pedal, considerando que é um “TS-like”, o OD808B tem forte presença de médios, como é de se esperar... sei que essa definição é muito vaga, muita gente usa de formas diferentes, mas na minha opinião ele não é um pedal transparente, assim como não o é qualquer Tube Screamer (reitero, na minha opinião, considerando a idéia que faço de um pedal transparente)... o OD808B colore um pouco o som, dando uma cor diferente pro timbre da guitarra... se você procura um pedal que preserve o máximo possível o timbre da sua guitarra, apenas inserindo ou mais compressão, ou até mesmo um leve crunchado, provavelmente o OD808B não seja o pedal que você procura... é muito provável que pra isso o Direct Drive, da Barber, ou o BB Preamp, da Xotic, sejam melhores opções... por outro lado, se você procura tudo isso, mas com uma cor diferente, especialmente pela forte presença de médios que o pedal insere no timbre, certamente o overdrive da GF Pedals é uma das melhores opções...

... o ganho do OD808B, frise-se, sem o Boosted acionado, é muito interessante... no mínimo ele limpa completamente (mesmo na minha Jackson, como EMGs, o sinal não chegou saturado ao amp.), enquanto que no máximo ele oferece um timbre forte, quente e encorpado... vejam bem, quando escrevo “timbre forte”, não estou dizendo que ele é um pedal que flerta com metal ou sonoridades mais pesadas do gênero... não é esse o caso... uma vez que o OD808B sempre terá a sua sombra o TS808, o que quero dizer é que ele tem mais ganho e trabalha melhor com mais ganho que um TS808... se uma outra comparação for necessária, digamos que o ganho do OD808B é similar à de um SD-1, da BOSS...

... ocorre que quanto ao ganho, o OD808B promete ir além, quando traz consigo um plus que é a chave Boosted, que aumenta o nível de ganho do pedal... contudo, antes de analisar essa chave, quero fazer um breve comentário sobre pedais que possuem essa mesma “chave extra” (tenho a pretensa certeza que muitos concordarão comigo)...

... a certa altura, quando os handmades começaram a ficar populares, se não me engano, em meados de 2004, o primeiro pedal que todos fabricavam, até pela popularidade imediata, era o Tube Screamer (fosse o TS808 ou o TS9)... o projeto que quase todos utilizavam era o mesmo, do site Tonepad.com (alguns também faziam o projeto do site Pisotones.com, que era muito popular na época), que já apresentava algumas MODs usadas até hoje, como a chave FAT, ou a chave para selecionar entre clipagem simétrica e assimétrica... e, claro, uma chave para aumento de ganho... quanto à última, todos os TSs que tive ou toquei, sem exceção, não tinham bom funcionamento dessa chave, porque como se não bastasse saturar mais, que no final das contas é o que se procura numa chave dessas, a maioria encorpava demais o timbre do pedal, deixando-o “duro” demais... é claro que o aumento do ganho do pedal naturalmente significa que o timbre ficará mais “encorpado”, mas neste caso essa encorpada era demasiada, deixando o som do pedal pouco fluído e desinteressante...

... dito isso, naturalmente não nutri muitas expectativas quando vi essa chave no OD808B... mas, felizmente, tive uma grata surpresa ao acioná-la pela primeira vez: sim, o aumento de ganho e saturação tinha uma medida muito boa; não, não havia uma mudança brusca no timbre do pedal, dando a clara sensação que a chave apenas adiciona saturação; e o mais importante, não, essa chave não encorpa o pedal da forma como descrevi acima...

... por conta disso, pude explorar essa chave de várias formas... como referido acima, usando a Les Paul, toquei Audioslave sem problema algum... toquei algumas coisas de Foo Fighters também com ótima resposta... com volume de ensaio e show, ou seja, fritando as válvulas, toquei até mesmo Judas Priest (não esqueçam que estamos falando de um overdrive que, na essência, é low gain)...

02... já com a strato e single-coils, a chave Boosted soou muito bem com a captação do meio... considerando que sou cria de humbucker e que costuma achar single-coils da ponte e do meio muito “magros”, usar essa chave com o captador do meio (decididamente não consigo usar single na ponte) fez com que o timbre encorpasse um pouco mais, na medida certa, pro meu gosto, me permitindo realmente usar o captador nessa posição para tocar coisas que normalmente eu não tocaria, como músicas de bandas que chamo de “new-old-rock”, como The Strokes ou Jet (Are You Gonna be My Girl? ficou excelente)... já na posição do braço, que já tem um timbre mais encorpado, eu não costumo gostar de timbres muito saturados, com muito ganho, e aí para bases não me interessou tanto usar o Boosted acionado... entretanto, para solos, ele soou formidável com o single-coil do braço... aliás, toquei muito tempo e muitas vezes alguns blues, usando apenas um compressor nas bases, e ligando o OD808B com o Boosted acionado para os solos... os timbres sempre foram incríveis...

... como booster, o OD808B é um excelente pedal... eu costumo tocar sons mais pesados, de hard rock à metal, e nesses gêneros, fugindo a regra, eu sei, não gosto muito dos Tube Screamers como booster... digo, até gosto, mas a verdade é que o corte de graves gerado pelos TS me incomoda profundamente, justamente porque altera a maneira como eu toco, ou seja, interfere na resposta da minha pegada, portanto, não é só uma questão de querer mais graves no som, mas sim algo mais profundo, que é forma como toco e a resposta que eu tenho no meu som, mesmo que eu não esteja tocando metal, mas sim blues... nesse sentido, o OD808B atua de forma similar aos TS, inserindo médios, “preenchendo” o timbre e colocando o som em destaque na mix da banda (se for o caso), mas sem cortar os graves que normalmente os TS cortam... ou seja, se eu quiser um booster mais voltado para as freqüências médias, não tenho o direito de não considerar o OD808B como opção... muito pelo contrário, já estou abrindo um espaço extra no meu pedalboard, se é que vocês me entendem? Hehehe

... agora, uma das coisas que mais me agradaram nesse pedal foi usá-lo como tone shaper, ou seja, antes de um pedal ou amp., como booster sim, mas usando o controle de TONE para ajustar melhor a faixa de médios que chegaria no pedal ou amp... como é normal, antes de pedais a resposta não é tão evidente quanto antes do pré de um amp. (quando do pré do amp. é que vem o teu drive ou distorção)... antes dos Tubestations 5150 e 2PLUS, eu colocava bastante volume (por volta da posição de 3hs) e pouco drive (normalmente na posição de 9hs)... já o TONE eu setava de maneira a destacar mais médios graves ou agudos, conforme a minha preferência... em ambos pedais a resposta sempre foi muito boa... entretanto, fazendo o mesmo teste, com as mesmas regulagens, no canal orange de um Dual Rectifier, é que fiquei abismado com o resultado... o controle de TONE funcionava como um filtro muito forte/eficiente... parecia até que o EQ do pré vinha do pedal, e não do próprio EQ do amp... fiz o mesmo teste num Peavey Classic 30, e o resultado foi o mesmo... confesso que não lembro de um pedal tão atuante como tone shaper como o OD808B (e gostar ou não da forma como ele atua vai do gosto de cada um)... eu gostei muito... digo mais, fiquei impressionado, especialmente porque pra mim a faixa de médios é o meu calcanhar de Aquiles... eu sempre ouço na minha cabeça uma faixa de médios que nunca encontro (coisa de louco, eu sei), mas com o OD808B pude ficar mais satisfeito fazendo essa busca, e por isso fiquei tão empolgado usando o pedal como booster/tone shaper... é como se eu pudesse, enfim, manipular como eu quero uma faixa de médios que eu gosto e da maneira que quiser... enfim, achei o pedal sensacional por isso...

... no mais, amigos, acho que era mais ou menos isso... evidentemente que abaixo virá a parte multimídia, de samples e vídeo, mas antes quero que vocês leiam a opinião de 2 pessoas que puderam tocar com o pedal... normalmente eu não consigo isso, pessoas que testaram um pedal que não seja de mercado e que possa dar seu parecer sobre ele, mas neste caso temos 1) o Vino Ferrari, que tocou e pôde conhecer o pedal quando gravamos o NA CASA DO VINO; e 2) o Chico Pereira, ganhador do pedal na promoção promovida pela Toca dos Efeitos... portanto, para incrementar o review do OD808B, pedi que eles escrevessem as impressões que tiveram sobre o pedal... segue abaixo o que eles acharam da criança...

 

VINO FERRARI

Buenas?

Algumas semanas atrás tive a oportunidade de tocar pela primeira vez em um pedal da GF Pedals que eu tanto ouvi falar bem. E justamente o Overdrive 808 Boosted, o mais famoso da pequena família GF.

Primeiramente, o pedal é muito bonito. Layout caprichado, knobs casando bem com a proposta visual e o inlay da marca ficou bem legal.

Boa distribuição dos conroles e chaves. Ponto de alimentação por fonte na parte superior do pedal - o que eu acho excelente - diferente do padrão Fulltone e MXR.

A construção pareceu - externamente, pois não vi a parte interna dele - robusta e de qualidade. Knobs sem chiados e switch sem estalos ou dificuldades no acionamento.

A lata possui dois modos, "Modo Normal" e "Modo Boost".

"Modo Normal": Um TS808, mas com alguma diferença na forma do drive, menos perceptível em baixos ganhos e mais na cara aumentando o gain. Lendo no site do fabricante vi que uma das mods feitas no "M Normal" é a mudança da clipagem de simétrica [TS808] para assimétrica [GF Overdrive].

No "M Boost" - facilmente acionável por um pequeno switch na "cara" do pedal - é onde o pedal realmente mostra um diferencial em relação à outros TS Like. Existe um grande aumento no range de gain do pedal e sai de cena o tradicional corte de graves do TS.

Enfim, gostei muito do pedal. Com certeza um dos melhores Ts like que já tive a oportunidade de tocar e de longe uma das melhores relações custo benefício do mercado.

O desempenho, tanto stand alone - o que eu mais gostei, disparadamente, para low gain no "Modo Normal" - tanto booster de gain/frequências médias foi muito acima do esperado.

Ponto negativo: o pedal se mostrou um tanto ruidoso no "M Boost".

 

CHICO MACHADO PEREIRA

Pois entonces, galera... finalmente resgatei meu prêmio no sorteio oferecido por aqui. O Overdrive 808 Booster da GF Pedals chegou em mim por acaso, simplesmente porque ganhei o sorteio por aqui feito LÁAAAAA em julho, fiquei sabendo só mês passado (sim, eu sou um ratão), enfim, acho que vocês acompanharam o lance... O Milton Morales pediu que eu escrevesse um pouco sobre o bichinho e cá estou.

Se fosse definir ele com uma palavra só, seria "transparência". É INCRÍVEL como este pedal atua no som da guitarra e do amp. Todas as nuances do teu som estão lá, apenas com mais ou menos drive e da compressão natural que vem quando o nível de distorção vai aumentando. Mas é certamente o drive mais transparente que eu já peguei em mãos e pude usar em uma gig.

Meu set hoje é o mais prático possível, pois gravo muito e faço shows em locais pequenos. Tenho uma guita Variax 300, uma Jackson Performer e uma Tagima Strato (a primeira com um Seymour Duncan SH-1 na ponte, a segunda com dois DiMarzio VT-1, um na ponte e um no braço); uma pedaleira Line 6 POD XT Live. E só.
A questão é que, especialmente para tocar ao vivo, dependendo do repertório, sentia muita falta de ter uma opção de drive mais transparente, que interferisse menos no timbre-base. O POD oferece algumas boas opções, mas todas interferem bastante neste quesito, modificam a equalização e as relações de volumes entre timbre limpo, drive base e solo ficam um pouco chatas de fazer (acabava tendo que dividir estes timbres em mais de um patch, o que tira um pouco da praticidade).

Antes de ganhar este pedal, estava usando para esta função um Overdrive Hobbert Faiska, que é um bom pedal (ótimo, por sinal), mas funciona melhor como drive principal do que como um pedal pra "empurrar" solos e bases mais encorpadas. Testei também um TS-10 que tenho, mas os Tubescreamers adicionam um "colorido" no som que eu não procurava.

Quando testei o GF nesta configuração, substituindo o Faiska e o Tubescreamer, achei o que faltava: volume, projeção na mix e opção de timbre de drive SEM PRECISAR DESCARACTERIZAR meu timbre original e nem (aí vem o principal) MEU MODO DE TOCAR. Esse é o pulo do gato: o pedal não muda a tua PEGADA.

Falando de coisas bem técnicas, acho que o GF fica na categoria dos pedais "sutis": o tone dele funciona muito bem, mas não traz nenhum ajuste radical - a diferença do grave pro agudo não é abissal. O drive vai do bem leve e blues até um hard rock clássico a là AC/DC e Aerosmith. E, se o objetivo for um pouco mais de volume e ganho do que isso, tem lá o valioso botaozinho de boost, que traz um timbre lindo de Hard rocks mais pegados, como um Whitesnake da vida, ótimo pra solos.

A construção e o acabamento são ótimos. Aliás, o pedal é muito bonito esteticamente. O que só contribui para que o vivente se apaixone ainda mais pelo bichinho.

Pra terminar, queria muito agradecer o Milton pela mão e o esforço pra me entregar o pedal e também a GF Pedals pela oportunidade de ter em mãos equipamento de qualidade como este. Recomendo!

 

Finalizando…

Por fim, vamos à parte multimídia, com os samples e o vídeo feitos com o OD808B…

… o primeiro sample é simples: single-coil do braço e todos os controles do OD808B às 12hs… 

GF PEDALS Overdrive 808 Boosted - Single-Coil Braço - All knobs on 12hs by Milton Morales

… o segundo sample foi gravado com um single-coil do meio… nesse sample procurei crunchar um pouco o timbre, colocando o ganho às 9hs, e deixá-lo com forte presença de freqüencias altas, colocando o TONE às 2hs…

GF PEDALS Overdrive 808 Boosted - Single-Coil Meio - Level 1h Tone2hs Drive9hs by Milton Morales

… o terceiro sample, gravado com um humbucker da ponte, procura mostrar a diferença do OD808B com a chave Boosted desligada e ligada… dessa forma, esse sample sempre tem partes de músicas gravadas 2 vezes, sendo a primeira com a chave desligada, e a segunda com a chave ligada…

GF PEDALS Overdrive 808 Boosted - Humbucker Ponte - Level 1h Tone3hs Drive2hs by Milton Morales

… o quarto e quinto samples mostram o OD808B como booster: o quarto procura mostrar um pouco do pedal como tone shaper… nesse caso, o riff é tocado 3 vezes: 1) pedal desligado; 2) pedal ligado e o TONE na posição de 9hs; e 3) pedal ligado e o TONE na posição de 3hs…

GF PEDALS Overdrive 808 Boosted - Humbucker Ponte - Level 3hs Tone9hs e 3hs Drive10hs - BOOSTER by Milton Morales

… o quinto procura mostrar a variação de timbre que o pedal oferece alterando o ganho dele enquanto booster… portanto, assim como no quarto sample, as partes das músicas são gravadas 3 vezes: 1) pedal desligado; 2) pedal ligado e ganho ZERADO; 3) pedal ligado e ganho na posição de 12hs…

GF PEDALS Overdrive 808 Boosted - Humbucker Ponte - Level 3hs Tone12hs Drive0h e 12hs - BOOSTER by Milton Morales

… e para finalizar a parte multimídia, claro, um vídeo, que segue abaixo… infelizmente esse vídeo não foi gravado 100% como queria… o vídeo em questão foi gravado no último teste antes da gravação que deveria ter sido a definitiva… ocorre que a bateria da câmera acabou, razão pela qual utilizei a última versão de testes, que está boa, não compromete, exceto por ter ficado um “pentelhonésimo” mais agudo que teria ficado a versão final e pela guitarra ter desafinado no final… de qualquer forma, quanto ao mais importante, ouça o som do vídeo, imaginando que na verdade era pra ele ser pouca coisa menos agudo…

… de resto, amigos, agradeço mais vez o prestígio de todos… espero que apreciem esse material… e reforço o convite para todos curtirem nossa página no Facebook (http://www.facebook.com/tocadosefeitos)… quantas mais “curtidas” tivermos, mais fácil ficará o nosso trabalho para angariar novos apoiadores e podermos fazer novas promoções… portanto, cliquem no link acima e curtam a página, bem como nos sigam no Twitter (http://twitter.com/TocaDosEfeitos)…

… ademais, até a próxima…  ;]

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NA CASA DO VINO

4 de set. de 2012 |

E não é que deu samba?

… eu sei, essa frase solta e sem contexto não faz sentido, mas foi exatamente isso que acabou acontecendo semana passada…

images… explico: meu amigo Vino Ferrari, que já participou de um DE TOCA EM TOCA, me convidou para fazermos um som na casa dele… algo absolutamente despretensioso… ele queria conhecer alguns pedais que eu tenho, eu queria conhecer alguns pedais que ele tem, ou seja, seria um encontro de comadres que gostam de efeitos de guitarra… e foi exatamente isso que aconteceu…

… entretanto, um elemento tornou o encontro em algo diferente do usual, sendo, talvez, a razão desse “samba”… conversando no grupo da Toca dos Efeitos no Facebook (http://www.facebook.com/groups/295567583788059), eu e o Vino comentamos que iríamos fazer esse som… o pessoal, claro, pediu que gravássemos alguma coisa e foi isso que fizemos…

… por conta da gravação e da forma como resolvemos fazer essa gravação, eu e o Vino começamos a pensar em tornar esses encontros em algo pra Toca, em uma nova e diferente sessão da Toca dos Efeitos… e entre um papo e outro nasceu o NA CASA DO VINO…

… mas que diabos será o NA CASA DO VINO?

… exatamente isso que descreví acima: um encontro de dois amigos para fazer um som, testar pedais e fazer o registro disso num clima de total descontração… não queremos nada com ar professoral… serão dois amigos fazendo um som e dividindo isso com o pessoal da Toca dos Efeitos…

… claro, não será algo que fugirá da proposta da Toca dos Efeitos, mas sim algo que terá uma roupagem diferente, como vocês poderão perceber no vídeo abaixo…

… aliás, o vídeo abaixo foi feito como ele mesmo se mostra: despretensiovo, sem maiores cuidados com a captação de qualquer ordem, seja de som ou de imagem… agora, uma vez que o NA CASA DO VINO passará a ser uma sessão da Toca, essa parte passará por um upgrade e nas próximas edições faremos gravações com microfonação dos amps. e uma estrutura mais elaborada e bacana para realmente mostrarmos com mais riqueza a qualidade dos pedais que estaremos tocando…

… por conta disso, desde já convido empresas, handmades e afins a participarem dessa nova jornada… será um prazer tocar e mostrar o pedal de vocês nessa nova sessão, que na próxima edição já terá uma roupagem muito mais profissional, mas não menos descontraída e interessante…

… ainda, não deixem de ver os créditos do final do vídeo… vocês verão mais uma novidade por lá… ;]

… por fim, agradeço à todos, sempre lembrando que o Twitter da Toca é @TocaDosEfeitos e que a página no Facebook é http://www.facebook.com/tocadosefeitos..

… abraços e até a próxima…

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PROMOÇÃO Eu quero ganhar esse Pedal

31 de mai. de 2012 |

Amigos, é com imenso prazer que a Toca dos Efeitos traz outra promoção…

… dessa vez a parceria é com a GF Pedals, que tem ótimos pedais, como todos podem conhecer pela entrevista publicada aqui (http://www.tocadosefeitos.com.br/2012/04/gf-pedals-mais-uma-boa-marca-brazuca.html)…

Overdrive 808 Boosted… o Bruno, da GF Pedals, gentilmente cedeu um pedal para esta promoção… qual pedal? O Overdrive 808 Boosted, que como o próprio nome sugere é “coisa da boa”… e digo mais, não só o nome sugere, o som é muito bom mesmo…

… bom, mas como participar da promoção? Simples: basta CURTIR a página da GF Pedals no Facebook (http://www.facebook.com/gfpedals), SEGUIR o perfil da GF Pedals no Twitter (http://twitter.com/gfpedals), CURTIR a página da Toca dos Efeitos no Facebook (http://www.facebook.com/tocadosefeitos), SEGUIR o perfil da Toca no Twitter (http://twitter.com/TocaDosEfeitos) e enviar uma mensagem para o email contato@tocadosefeitos.com.br escrevendo no assunto EU QUERO GANHAR ESSE PEDAL… quer coisa mais simples? Não tem como, né?…  ;]

… a promoção vai até o final de junho, portanto, não perca tempo… PARTICIPE LOGO!!!

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GF PEDALS, mais uma boa marca brazuca

15 de abr. de 2012 |

Quem me acompanha dos primórdios da comunidade Efeitos de Guitarra, no orkut, e desde o início do trabalho feito aqui na Toca dos Efeitos, sabe que gosto muito de conhecer novos handmades, quem sabe até descobrí-los e apresentá-los pro pessoal, quando isso é possível…

… nesse caso, o mérito não é meu… não lembro bem em que circunstâncias, mas certa vez recebi um torpedo do Augusto, da Guitar Mind, que dizia mais ou menos o seguinte: “Milton, tens de conhecer um cara”… como isso me instigou, logo liguei para o Augusto me contar do que se tratava, e no final se tratava de como ele conheceu a GF Pedals…

… por contra do trabalho desenvolvido pelo Guitar Mind, naturalmente sempre aparecem pedais raros e/ou diferentes por lá, e certa feita apareceu um pedal da GF Pedals que chamou a atenção do Augusto… mesmo depois desse contato telefônico, eu não tive como procurar conhecer mais sobre a marca, pois o meu filho estava por nascer, mas como o Augusto tinha ficado empolgado com o pedal que tinha conhecido, disse que faria os contatos pra mim… e o fez… e foi dessa forma que eu conhecer um pedal da GF Pedals e que pudemos conhecer o Bruno, o cara por de trás da marca…

… por conta disso, o que trago para os amigos é uma entrevista com o Bruno, que conta um pouco sobre a marca e o trabalho feito nos ótimos pedais dela…

… em tempo, quem quiser mais informações sobre a GF Pedals, acesse ou o site da marca no endereço http://www.gfmusic.com.br, ou a página do Facebook em http://www.facebook.com/pages/GF-Guitar-Pedals/143468975708747, ou o Twitter em http://twitter.com/gfpedals, ou a página do orkut em http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=17401632180108232917, ou a página do Myspace em http://www.myspace.com/brunovicentegf ou a página do Youtube em http://www.youtube.com/user/reverofratiug…

… no mais, vamos à entrevista…

 

gf1) Bruno, o que te fez querer começar a GF Pedals? Conta um pouco a história da marca e qual o diferencial do trabalho feito pela GF.

O gosto por circuitos e componentes eu tenho desde criança. Adorava desmontar aparelhos eletrônicos e olhar seus circuitos cheios de componentes. Mas foi por pura necessidade que me envolvi no negócio. Apesar de haver hoje uma boa oferta de produtos de qualidade no mercado, os preços ainda não são muito acessíveis. Ao final de 2006 resolvi ir a fundo no assunto, unindo o útil ao agradável, e construir meus próprios equipamentos, pois até então nunca havia tido sequer um pedal analógico. Quando alguns amigos mostraram interesse resolvi começar a vender. Mas minha intenção é a de sempre oferecer o melhor que estiver ao meu alcance, por um preço bem abaixo do mercado. Meu custo é maior e minha margem menor, mas acredito que o caminho para nos tornamos competitivos com o resto do mundo é aumentar a qualidade e diminuir a ganância. Esse é o principal diferencial do meu trabalho.

2) Olhando os pedais feitos pela GF, me chamou a atenção o fato de ter um portfólio enxuto, com 4 pedais: essa é a idéia da marca, não ter uma lista imensa e direcionar a fabricação para projetos específicos?

Minha idéia é sim ter um portfólio com muitos pedais, mas eu faço o trabalho todo sozinho, então têm sido difícil começar novos projetos. Eu poderia ir pelo caminho mais "fácil" e utilizar os projetos com placas de circuito já prontas que se encontram às pencas pela internet. Assim eu poderia oferecer um catálogo com uns 30 modelos, mas eu seria apenas mais um fabricante entre tantos outros, sem nenhum diferencial concreto! Além de não me sentir nem um pouco à vontade fazendo isso. Tive que aprender a usar o software de circuito, métodos de confecção das placas, pesquisar componentes e fornecedores pelo mundo afora, tipos de acabamentos, etc. Muitas madrugadas em frente ao monitor... rs

3) Tenho em mãos o Overdrive 808 Boosted. De cara me chamou a atenção como ele tem um visual clean e muito bonito. Entretanto, foi ao abrí-lo que fiquei positivamente satisfeito ao ver que ele segue o padrão de construção da MXR, com placa enxuta, potenciômetros de hastes altas e bons componentes. Como técnico da GF Pedals, chegaste a fazer um estudo dos melhores padrões de construção do mercado para oferecer um padrão diferenciado nos teus pedais?

Sim, fiz uma pesquisa a respeito das montagens e escolhi esse padrão pq não só facilita o meu trabalho como tb a qualidade final é enorme e a aparência estética interna fica ótima, pois tudo fica muito bem organizado. Gosto das coisas muito bem feitas, mesmo que não fiquem à mostra. Esse capricho exagerado acaba me atrapalhando na maioria das vezes e tb é um dos responsáveis pela pequena quantidade de modelos que tenho no momento. Todo tipo de montagem tem suas vantagens e desvantagens. No meu caso as soldas precisam ser muito bem feitas por conta do estresse mecânico ao qual peças como os jacks e o footswitch são submetidas. Mas venho constantemente pensando em melhorias, por exemplo, recentemente passei a usar um conector no clip da bateria. Novamente meu custo aumentou, bem pouco, mas também aumentou a qualidade, pois a probabilidade dos fios se quebrarem devido o manuseio constante ao se trocar a bateria diminuiu bastante agora. Quanto ao acabamento quero poder oferecer algo diferente sempre, portanto já estou pensando em algumas mudanças.

gf phaser4) Falando mais especificamente sobre os teus pedais, me chamou a atenção que o teu phaser possui um controle extra chamado REGEN. O que podes falar sobre o phaser e mais especificamente sobre a ação desse controle no efeito?

Bom, esse controle é o "feedback" (regeneração ou resonância). Como o próprio nome diz significa "realimentar" o sinal já modulado novamente no estágio de modulação criando um looping que dá um efeito "metálico" no som, no caso do Phaser. Ao apertar a chave "REGEN" esse looping é acionado e o nível de feedback desejado é controlado pelo knob "R.LEVEL" (Regeneration Level), o qual permanece inativo quando a chave não estiver acionada.
Esse Phaser é baseado no Phase 90, usa os famosos transistores casados 2N5952 (FET), e oferece também o controle de profundidade (DEPTH) do efeito. Mas esse controle difere de alguns existentes no mercado que usam uma modificação simples, substituindo um resistor fixo interno por um potenciômetro. Tal modificação acaba alterando a simetria da onda causando, na minha opinião, um efeito estranho e indesejável no som. Tive de alterar o LFO de modo a conseguir um controle de profundidade mais preciso, que atuasse apenas no nível de modulação do efeito. Além disso há um trimpot interno para ajuste do nível de saída (volume) do pedal.

5) Pelo que pude observar do som e até mesmo da placa do Overdrive 808 Boosted, ele é um pedal decididamente muito parecido com o TS808. Entretanto, ele tem uma chave extra chamada BOOSTED. Qual a ação dessa chave no som? Essa chave atua na clipagem do pedal, fazendo-o ficar assimétrico?

Sem meias palavras, ele é um 808 modificado! Foi o primeiro pedal que montei, assim como praticamente todos os novos "pedal makers", e gostei muito, mas decidi colocar a chave pois queria um nível maior de drive, porém sem alterar muito as características do pedal. No final acabei alterando de qualquer jeito. A clipagem é sempre assimétrica, a chave atua no nível de drive que o pedal consegue alcançar e também acrescenta um pouco mais de graves.

gf delay6) Logo que fiz a primeira visita no site da GF Pedals, o primeiro pedal que me chamou a atenção foi o Analog Delay 2, não só por ser um delay analógico duplo, e com controle de tonalidade, que é um recurso que gosto muito em delays, mas especialmente por ele ter um tempo-delay tão longo para um analógico, chegando a 1400ms. Conte um pouco sobre esse projeto, como começou a idéia de construir um delay analógico com um tempo-delay maior que o usual, e porque a construção de um delay duplo.

Primeiramente, a expressão "delay duplo" pode gerar uma certa confusão. Ele tem duas seleções de tempo de delay que podem ser intercambiadas ao se acionar o segundo footswitch (TIME SELECT). Significa que você pode regular um delay longo no knob 'TIME 1', outro curto no knob 'TIME 2' e trocar entre os dois, um de cada vez, não os dois ao mesmo tempo. Algumas pessoas já me perguntaram a respeito disso, portanto acho válida a explanação.
A vontade de montar esse delay me surgiu há uns 4 anos, depois de montar o DM-2 da Boss. Sempre me fascinei com delays e na época fiquei maravilhado com o som do pedal, mas queria um com intervalo maior. Só pude colocar em prática recentemente e eis o resultado. De longe é o pedal que mais tenho orgulho. Quando comecei a pesquisar vi muitos experts no assunto dizendo que seria inviável por conta disso ou daquilo, mas não dei bola. Passei um ano fazendo testes e melhorias e hj acredito que consegui chegar num som muito bom. Foi um processo totalmente "braçal", pois percebi há um tempo que o melhor é fazer o teste antes de concluir qualquer coisa.

A idéia de adicionar dois controles de tempo veio depois de ver o 'Two-Timer' da BBE, e o controle de tonalidade depois de ver o 'Analog Delay' da Retro-Sonic. Tentei incorporar alguns diferenciais que eram palpáveis para mim naquele momento, mas minha intenção no futuro é fazer um delay com Tap-Tempo. Ainda não o fiz pois vou precisar aprender programação para isso.

7) Por fim, Bruno, quais os projetos da GF Pedals para 2012 e que novos pedais irão aparecer no portfólio da empresa.

Ainda estou engatinhando, encontrando muitas dificuldades com relação a fornecedores de peças e serviços, e também com importação, mas minha intenção é abrir minha loja virtual muito em breve. Acabei de encomendar embalagens personalizadas e encaminhar o registro da marca.
Com relação a novos modelos, o próximo será um tremolo óptico, que já teve os primeiros testes realizados com resultados muito promissores. Falta apenas montar um protótipo final dele. Após o tremolo é provável que venha um chorus e também um Auto-Wah, não sei ao certo qual virá primeiro.
Acho que é isso! Agradeço imensamente o interesse e a oportunidade de poder falar um pouco sobre meu trabalho.
Muito obrigado.

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