DICA DA SEMANA

15 de jul. de 2011 |

Fazendo um gancho com a postagem passada, achei que seria interessante trazer para o blog como o Joe Bonamassa constrói os timbres dele, o que usa e como gosta de usar seus equipamentos…

… felizmente, é possível entender tudo isso a partir de algumas realmente boas entrevistas que ele deu para alguns canais especializados… nem sempre as matérias/entrevistas são boas assim, sem falar dos casos em que são feitas com o técnico de som/luthier, e não com o próprio músico, mas no caso do Bonamassa tem bastante material interessante…

… por essa razão, selecionei uma entrevista divida em 3 partes, que reputo como a melhor que ele deu até agora (isso considerando o equipo que ele usa com o BCC… não considerei qualquer material antes disso), além de uma mais recente, de uma parte apenas, mas que complementa e resume bem grande parte do que é abordado nos 3 vídeos anteriores…

… portanto, meus amigos, enjoy… ;]

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DICA DA SEMANA

24 de jun. de 2011 |

Pessoal, o vídeo que segue abaixo é, na minha opinião, um achado… possui exatamente tudo aquilo que eu gostaria de poder produzir pra Toca: muitos pedais, em diversos estilos, com guitarras e amplificadores diferentes, captados em alto nível… por isso acho que é um achado…

… nesse vídeo, o cara grava muita coisa com muitos pedais da MXR… com uma ótima qualidade de gravação, é uma excelente oportunidade, sem dúvida alguma, de ouvir muitos dos pedais da marca… é um vídeo longo, mas altamente e totalmente excelente e recomendável…  ;]

Abraços…

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DICA DA SEMANA

10 de jun. de 2011 |

Amigos, o DICA DA SEMANA traz os pedais lançados pela TC Electronic, na NAMM 2011…

… a linha toda é interessante, mas hoje destaco os que me agradaram mais, pelos vídeos disponíveis na internet, que são o Corona Chorus, o FlashBack Delay (esse em especial), o MojoMojo Overdrive e o Dark Matter Distortion… dêem um confere…  ;]

Abraços…

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SE EU SABERIA QUE PEDAIS EU TERIA HOJE? – APARTE… OU RECOMEÇO?

6 de jun. de 2011 |

… e o recomeço… sim, o recomeço… hehehe

… e nada mais normal que um recomeço, não é verdade, afinal, o primeiro texto dessa saga foi publicado em outubro de 2009, ou seja, mais um pouco e lá se vão quase 2 anos… e aí eu lhes pergunto: quantos de vocês têm o mesmo pedalboard há 2 anos? Para não ser presunçoso, vou dizer que poucos… mas no íntimo apostaria que ninguém… hehehe

… no meu caso, ironicamente, alguns eventos recentes, o último na semana passada (depois explico o porque), me fizeram rever meu ponto de vista, uma vez que até então a configuração do meu pedalboard não seria diferente daquela que pensei em 2009, exceto por algumas peças… e por causa do “fato novo” é que repensei e lembrei desse tópico, que, confesso, tinha esquecido completamente, uma vez que, claro, não era para demorar tanto para ser concluído… hehehe

… então, hoje vou concluir a idéia de pedalboard que eu tinha em 2009, que cheguei muito perto de terminar, para depois escrever um texto de apenas duas ou três partes com os meus novos conceitos, e que fizeram com que eu mudasse de idéia com relação ao que pensava desde 2009…

… apenas para recaptular, os pedais dissertados até então, na ordem em que ficariam, foram os seguintes:

-> WAH (Morley Bad Horsie 2) –> COMPRESSOR (MXR Vintage Dyna Comp) –> PHASER (MXR Phase90 EVH) –> DRIVE 1 (BOSS SD-1 GT MOD) –> FUZZ??? –> DRIVE 2 (COLLATERAL FX Brit Little Secret --- Catalinbread Dirty Little Secret + ZVEX SUPER HARD-ON CLONE) –> CHORUS/FLANGER (EHX Stereo Electric Mistress) –> DELAY???

… portanto, faltou versar sobre o fuzz e o delay que iriam entrar no pedalboard… vamos à eles… ;]

… naquela época, diferentemente de hoje, eu tinha algumas amarras quanto aos fuzzs, especialmente porque não gostava muito deles, salvo nos pés de alguns caras, mas especialmente porque não gostava deles nos meus pés, pois nunca soaram de forma realmente satisfatória pra mim… mas a pergunta era: o que seria satisfatório pra mim?…

… em termos de fuzz de saída alta, tive um clone de Big Muff russo, feito pela 56inc, que era qualquer coisa de espetacular… mas esse era fácil de gostar, uma por ser um pedal fantástico mesmo; outra porque eu tocava som pesado, e qualquer coisa que soasse pesado, mas com qualidade, iria me agradar de alguma forma…

… mesmo assim, não era dessa forma que eu ouvia um fuzz… fuzz pra mim sempre soava de forma mais clássica, levemente crunchada, ou como um drive com uma saturação diferente… mais que isso, sempre achei, e ainda acho, que usar bem um fuzz é a certeza de uma assinatura diferenciada no timbre… mas, então, como chegar a isso?…

… depois de ouvir muita coisa, e muita coisa diferente, ou que é “mais do mesmo”, na verdade, o único fuzz que tinha me agradado um pouco, à época, ainda era o Fuzz Face… o melhores timbres de fuzz que ouví, antes e até hoje, vinham do Fuzz Face… mas era botar nos meus pés, e parecia só mais um pedal que fazia meu timbre soar como se o falante estivesse estragado…

BOG … até que testei um pedal que era baseado no Fuzz Face, mas tinha melhorias: o BOG, da Deep Trip… esse pedal foi o único que realmente soou pra mim como um Fuzz Face melhorado… todas as opções extras são úteis e trazem ao timbre novas opções… e aí foi possível tornar mais complexo o timbre se levemente crunchado; ou ainda mais interessante  e completo se bastante pesado…

… mesmo sendo um excelente pedal, pensei em algumas outras opções, que dividi com o Big, da Big Effects, para que ele construísse pra mim o “meu” fuzz, com as características que eu queria… chegamos até a acertar todos os detalhes desse fuzz, mas nunca o colocamos em prática, razão pela qual me parece mais coerente dizer que o fuzz que entraria no pedalboard é o BOG, da Deep Trip…

… no final da cadeia, claro, um delay… mas com tanta opção no mercado, o que escolher? Então, eu gosto de muitos delays, sempre gostei… digo mais: poucos, na minha opinião, se diferenciam mesmo… se tem um efeito que testei muitos pedais foi delay, e quase todos eu gostei um pouco… realmente não lembro de algum que não tenha gostado… mas muito poucos, por outro lado, me soaram realmente diferenciados dos outros…

… desses diferenciados, cito o Carbon Copy, da MXR, que tem um ótimo timbre, um recurso de modulação muito interessante, além de ter um tamanho ótimo… se comparado ao Memory Man, esse sim, muito diferenciado, mas que acho muito grande…

… ocorre, entretanto, que na época que pensei nesse pedalboard, eu usava o delay basicamente para 3 coisas: 1) solos; 2) ambiências em timbres limpos; e 3) para alguns riffs na linha The Edge (muito esporadicamente)… ou seja, eu só precisava de um bom delay, e talvez meu bom e velho BOSS DD-3 já fosse o suficiente…

… ocorre que depois dele tive um BOSS DD-20 e gostava muito de usar a opção de simulação de delay analógico, ou a com modulação, para construir ambiências para bases limpas mais elaboradas… assim como já fazia também na minha BOSS GT-8…

Boss_Digital_Delay_DD-7_b … ou seja, por que não um delay da BOSS, então? E foi isso que fiz… considerando que eu queria algo menor que o DD-20, mas com mais recursos que o DD-3, optei pelo BOSS DD-7, que talvez seja, na minha opinião, o melhor delay digital da BOSS… além de possuir muitos recursos, alguns modos soam melhores que o DD-20, aos meus ouvidos, especialmente a opção standard de delay digital… por incrível que pareça, tinha alguma coisa que eu não gostava no delay digital do DD-20, razão pela qual eu usava muito mais a simulação de delay analógico…

… portanto, meus amigos, a equação terminaria com o BOG e o DD-7…

… e para vocês verem que não era brincadeira a idéia desse pedalboard, percebam na foto abaixo que faltou apenas um pedal… e não fosse o fuzz que não saiu do papel, e eu tivesse batido o martelo com o BOG, provavelmente esse pedalboard teria sido finalizado:

pedalboard

… agora, como seria equação de hoje, o pedalboard pra 2011, mais especificamente desde a semana passada? Que raio será que aconteceu que fez com que essa equação de 2009 não fosse mais satisfatória? Então, é o que veremos na seção que virá, chamada QUANDO UM VALVULADO MUDA TUDO… hehehe… não percam!!!  ;]

Abraços… \m/

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DICA DA SEMANA

27 de mai. de 2011 |

O DICA DA SEMANA dessa semana tem culpado com nome e sobrenome: Marcos “Lelo” Craveiro, colaborador da Toca…  ;]

… há algumas semanas ele tem me ajudado muito na coletânea de material de sempre é publicado nessa seção… e nessa semana, em especial, ele acertou ainda mais na mosca que o usual, razão pela qual resolví publicar de uma vez… alguém aqui conhece a marca Strymon? E conhece o pedal Lex Rotary?… eu imagino que a maioria não, mas o Lelo conhece… e, meus amigos, que Rotary espetacular…

… eu não tenho como fazer qualquer comentário a não ser que pelo vídeo abaixo o timbre é espetacular, espetacular mesmo… se é mesmo, não sei, mas se não for, engana que é uma beleza… ;]

… além disso, a marca faz alguns outros efeitos, e do que ví, destaco o delay e o reverb… dêem um confere e comentem aqui, claro… ;]

… em tempo, já aviso aos amigos que será publicado um review na próxima segunda-feira… o review era para ser publicado nessa segunda, mas uma infermidade me impossibilitou de finalizá-lo…  ;]

Abraços…

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NAMM 2011 – Efeitos 3/3

12 de fev. de 2011 |

Última parte do melhor da NAMM 2011 em efeitos… daqui a 2 dias, o melhor da NAMM 2011 em guitarras… não percam…

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NAMM 2011 – Efeitos 2/3

10 de fev. de 2011 |

E mais efeitos… e não perca os novos Tube Screamers… podem interessar a muitos…  ;]

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NAMM 2011 – Efeitos 1/3

8 de fev. de 2011 |

Então, meus amigos, depois do melhor em amplificadores, hoje começa a seção do melhor em efeitos da NAMM 2011… penso que nessa parte não houve o mesmo brilho que os amplificadores lançados, mas mesmo assim tem muita coisa boa…

… e não estranhem que os 3 primeiros vídeos sejam do mesmo equipamento… trata-se de um equipo que me chamou muito a atenção, sem falar que os 3 se completam para mostrar o que ele tem de melhor… vale o confere…

… de resto, abraços e até daqui a 2 dias… hehehe

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Wampler Pedals... HÃ??? QUEM???

26 de out. de 2009 |

Você não conhece os pedais da Wampler Pedals? Bom, diferentemente da última postagem, esses já conheço há algum tempo... hehehe

... agora, evidentemente não os conhecí de uma forma ortodoxa... não os ví em revista alguma, nem mesmo em vídeos do Youtube (pelo menos não na época que tive conhecimento deles)...

... na verdade, quando conhecí o técnico da Wampler, Brian Wampler, nem existia essa linha de pedais, tanto que ele era conhecido tão somente por IndyGuitarist, um técnico que vendia fartos materiais didáticos sobre construção iniciante de pedais, construção avançada de pedais, e mesmo diversas modificações para os mais conhecidos pedais do mercado... naturalmente, por conta última hipótese é que conhecí o trabalho do Brian...

... como me inscreví na newsletter dele, inclusive porque os inscritos recebiam acesso livre à alguns MOD´s, além de promoções para compra dos seus livros, em determinado momento comecei a receber mensagens sobre os projetos dos pedais que ele estava desenvolvendo, a que passo estavam, até que, certa vez, ele anunciava a linha da Wampler Pedals, que ainda não compreendia todos os pedais que ela possui hoje em dia...

... na época, ele tinha poucas opções, a se destacar um drive que, com o tempo, o Brian foi aprimorando, até se tornar o atual Hot Wired... a primeira versão que ouví desse pedal soava promissor, mas ainda não diferenciado... entretanto, foi o delay, que ele também lançara na época, que me fez ficar mais atento ao que viria pela frente, pois, desde então, o delay soava incrível aos meus ouvidos...

... a Wampler Pedals ainda é pequena, mas pode ter, porque não, uma história parecida como a de empresas que começaram assim, vide a Fulltone... ainda que pequena, os preços são de gente grande... realmente estamos falando de pedais com preços similares aos das marcas de boutique mais conceituadas do mercado... seja como for, a linha merece ser conhecida, pois tem pedais realmente muito interessantes... eu só tive a oportunidade de tocar no delay, que é realmente maravilhoso... os demais, assim como pode acontecer com os amigos, me passam uma ótima impressão pelo material multimídia que encontro pela internet, especialmente o Plextortion, e mais recentemente o Pinnacle "Brown Sound" Distortion, por conta de um vídeo postado pelo Gearmanndude, no Youtube (e que, claro, estará no final deste post), pois os vídeos que a Wampler tem no seu site não privilegiaram o Pinnacle Distortion da forma que ele merecia... hehehe

... o mais recente lançamento da Wampler Pedals foi o Triple Wreck Distortion, voltado para o público "do peso"... hehehe... eu achei o pedal bacana, ainda mais que veio junto ao Fullbore, da MXR, que achei um fiasco... entretanto, penso, e é só presunção da minha parte, que essa é apenas a primeira versão desse pedal... hehehe

... de resto, amigos, espero que gostem da ótima linha de pedais que essa marca tem... vejam todos os vídeos, porque acho que vale apena, nem que seja para apenas conhecer... e quem quiser saber mais da empresa, acesse o site http://www.wamplerpedals.com/ ... ;]

Abraços!










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O que eu tenho e pretendo usar no futuro?

25 de set. de 2009 |

Hoje eu tive ensaio com a minha banda, mas, por sorte, chegando mais cedo no estúdio, encontrei um amigo que não via há algum tempo, e que, curiosamente, já foi entrevistado pela Toca dos Efeitos, que é o Nuclear, guitarrista da banda Redoma…

… enfim, conversa vai, conversa vem, ele entra na sala de ensaio comigo e dá uma olhada no meu setup… surpreso, porque sempre me viu com “montes de pedais”, perguntou-me se ainda tinha ou pretendia usar pedais? Pra quem não sabe, a surpresa dele adveio do fato de que hoje em dia tenho usado uma pedaleira BOSS GT-8, com um MXR Phase90 EVH no loop e um pedal de controle externo (o BOSS FS-5L)… em resposta ao questionamento dele, disse que sim, que obviamente não conseguiria me ver livre da G.A.S. por pedais, e que, portanto, ainda estava montando outro setup apenas com essas “latinhas viciantes”… hehehe

… comentei que tinha um setup composto pelo phaser que já uso com a GT-8, um BOSS BF-2, um SD-1 modificado, um DS-1 modificado, um MT-2 modificado, faltando, apenas, um delay, e um wah e um chorus (este último apenas se eu não conseguir usar o flanger como um chorus, eventualmente), além de um pedal que tenho feito pra mim e que terá um boost para solos… por essa razão, ele, que gosta muito de delay´s, me perguntou o que eu tinha em mente… disse-lhe que, ultimamente, tenho usado menos delay que antigamente, normalmente com apenas duas opções de regulagens: 1) ou um delay para solos e bases; 2) ou um delay com muita repetição, estilo “The Edge”… por essa razão, não via necessidade de ter novamente um “shopping de delay´s”, como o antigo DD-20, mas sim um pedal mais “simples”, mas com um timbre diferenciado, especialmente porque estou usando muito delay para simular “grandes ambiências”…

… o primeiro da lista, há muito tempo, diga-se de passagem, é o MXR Carbon Copy, que já tive a oportunidade de testar exaustivamente e verificar que é um ótimo delay… entretanto, recentemente (há alguns meses atrás, na verdade), a EHX lançou versões “menos maduras” do clássico Memory Man, que são o Memory Boy e o Memory Toy (ótimos nomes, não? hehehe)… eu estou bastante interessado no Memory Toy, que parece ser similar com o Carbon Copy, pois, além do delay, possui uma opção de inclusão de chorus no efeito… ainda não me decidi entre um e outro por vários motivos, em especial pelo fato de ainda não ter tido a oportunidade de testar o Memory Toy… entretanto, tão logo eu o teste, devo, enfim, bater o martelo sobre o assunto… hehehe

… para quem não conhece o Memory Toy, segue abaixo um vídeo que, casualmente, saiu nessa semana… ;]

Abraços…

 

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BOSS DD-20

9 de nov. de 2008 |

DD-20

Sem dúvida alguma, e não tenho medo de parecer presunçoso demais, grande parte dos músicos que pensa em ou comprar um delay ou trocar o seu delay, sempre considera o BOSS DD-20 como uma das opções... motivos para tanto não faltam, como ou a reconhecida qualidade dos delay´s da BOSS, ou a reconhecida qualidade de construção dessa marca, ou, especialmente, o grande número de recursos que o DD-20 oferece...

... recursos esses que nos levam a pensar na hora de qualificar o DD-20... a BOSS o qualifica numa categoria chamada Twin Pedals... aqui, no Brasil, há quem o qualifique apenas como um pedal... outros, levando em consideração seu tamanho e quantidade de recursos, o qualificam como pedaleira... entretanto, eu, e sem base técnica alguma, prefiro o qualificar como um “shopping de delay´s”, porque não consigo vê-lo de outra forma, especialmente porque nem acho que seja um pedal, como o DD-3 o é, nem mesmo uma pedaleira, como a GT-10 o é... o DD-20 fica precisamente no meio termo desses dois, mais que um pedal, menos que uma pedaleira, e, a menos que se diga que é um Twin Pedal, prefiro chamá-lo de “shopping de delay´s”... hehehe

... agora, talvez há quem possa achar que a qualificação é o que menos importa em relação ao DD-20, no que eu, sinceramente, concordo, mas que, por outro lado, ajudará no curso do review para se entender melhor a finalidade deste twin pedal, os recursos oferecidos, entre tantas outras variáveis... assim, ainda que acabe ficando um pouco grande, o que a essa altura já é praxe, este review fará uma análise da finalidade e das opções de uso do DD-20, além de uma análise-argumentativa de todas as opções de delay oferecidas...

... se pegarmos o DD-20 numa mão, e outro pedal de delay na outra, como o DD-3, será visualmente perceptível o que os difere de categoria e, em especial, porque o DD-20 é sempre lembrado pela gama de recursos que possui... para os fins desse review, uma vez que poderia escrever um review do DD-20 divido em várias partes, por conta dos seus inúmeros recursos, optei por priorizar a análise dos timbres das opções de delay... entretanto, como fala-se muito dos recursos, e no curso do review os mencionarei diversas vezes, acho pertinente citar os principais, aqueles que comumente mais chamam a atenção dos músicos, qual sejam, tempo-delay de até 23 segundos, 4 bancos de memórias, o que permite salvar 4 regulagens absolutamente distintas, seja uma para bases limpas, outra para solos, outra para dedilhados com dobras, enfim, o que for do agrado e necessidade do freguês... além disso, o DD-20 oferece 11 opções de delay, tap-tempo, entre outras ótimas funções, as quais me ocuparei um pouco mais a seguir...

... antes de mais nada, me parece prudente que os mais entusiastas baixem o manual do DD-20 (http://roland.com.br/files/download/file/59/DD-20_PT.pdf), pois certamente muitas perguntas não terão respostas aqui, até porque seria pretensioso da minha parte achar que conseguirei abordar na totalidade esse complexo equipamento, mas que, decididamente, estarão no manual, que já adianto, é muito bom e muito claro...

... como de praxe, costumo começar escrevendo sobre a construção dos pedais, o que me parece serem linhas em vão quando a marca em questão for a BOSS... é evidente que o DD-20 é extremamente bem construído e que disso podemos dispensar nossa atenção...

... entretanto, se quanto à construção não foi preciso muito detimento, penso que a análise dos painéis frontal e traseiro ensejarão mais atenção que de costume, motivo pelo qual o farei num tópico a parte...

 

Breve análise dos painéis frontal e traseiro do BOSS DD-20

O painel frontal do DD-20 possui os controles de E.LEVEL, F.BACK, TONE, MODE, DELAY TIME, TAP, TEMPO, WRITE e SELECT...

... dos controles comuns à grande parte dos delay´s, no E.LEVEL regula-se o volume do efeito, no F.BACK a quantidade de repetição e no DELAY TIME o tempo de atraso, que pode chegar até pornográficos 23 segundos... hehehe... uma particularidade muito interessante relativo ao DELAY TIME, é que tanto é possível fazer o ajuste do tempo-delay por “msec”, quanto por “BPM”, o que possibilita um ajuste bastante preciso do delay com o andamento da música...

... o TONE, obviamente, se encarrega do timbre da repetição, do delay propriamente dito, que pode ficar ora mais fechado, ora mais brilhoso, conforme a preferência de cada um... pessoalmente, acho o controle de TONE muito interessante e, se de alguma forma isso dependesse de mim, recurso obrigatório em qualquer delay... claro, creio que poucos pensarão da mesma forma, mas o mais importante é que no DD-20, com o TONE posicionado às 12hs, o timbre do delay fica realmente flat, sem nenhuma coloração na repetição, salvo, claro, pela da natureza da opção de delay escolhida, como por exemplo a opção ANALOG, que simula o clássico BOSS DM-2, e que possui naturalmente um timbre mais fechado, mais obscuro, característica peculiar do pedal original...

... os controles TAP e TEMPO têm uso mais simples que mesmo a sua definição teórica... no TAP é possível regular o tempo de atraso do delay através do tempo de intervalo entre os cliques neste botão... é similar ao recurso tap-tempo que existe em muitos delay´s, e que no DD-20 pode ser usado tanto pelo footswitch, como através do botão TAP... já em relação ao botão TEMPO, não consigo pensar em outra definição que não a do manual, motivo pelo qual vou me reservar o direito de fazer citação dele: “usado para indicar a duração do atraso no andamento indicado por Tap Input em termos de figura rítmica”...

... por fim, os controles WRITE e SELECT são quase que auto-descritivos... o WRITE serve para salvar as regulagens num dos 4 bancos do DD-20... o SELECT serve para selecionar ou intercalar entre os 4 bancos de memórias e o modo Manual...

... além desses controles, na parte frontal temos os 2 footswitch´s do DD-20... basicamente, o footswitch da esquerda serve para ligar/desligar o delay e para gravar os loop´s ao se usar o modo SOS (esse modo será esmiuçado abaixo)... o footswitch da direita serve para intercalar entre os bancos de memórias e para acionar a função tap-tempo... agora, como mencionei antes, isso em termos de funções mais básicas, porque ambos footswitch´s são usados para outras finalidades mais específicas, que podem ser conhecidas numa breve olhada no manual do DD-20...

... o painel traseiro do DD-20 possui 2 INPUT´s, 2 OUTPUT´s, CTL PEDAL e PHONES...

... através do INPUT A é feita a conexão em MONO, vinda de uma guitarra ou outro pedal MONO... os 2 INPUT´s servem para receber um sinal estéreo vindo, por exemplo, de outro pedal estéreo, mantendo intacta essa particularidade do sinal...

... o OUTPUT A faz a saída do sinal em mono e, portanto, será a opção usada por grande parte dos usuários... ainda assim, o DD-20 oferece saída estéreo, que pode ser usada para ser ligada em 2 amplificadores, em mesas de som e etc....

... a opção CTL serve para que se plugue um pedal de controle externo (BOSS FS-5L ou FS-5U) que pode ser usado para ligar/desligar o delay, como controle de tap-tempo ou para fazer a troca entre as memórias...

... por fim, a opção PHONES, evidentemente, serve para que se plugue um fone de ouvido no DD-20...

 

Analisando as opções de delay´s do BOSS DD-20

Bom, acho que o que tinha de ser escrito sobre conexões e funções mais básicas dos painéis frontal e traseiro, foi escrito... agora (finalmente, muitos dirão... hehehe), passaremos ao que interessa, ao controle MODE, e, por óbvio, às opções de delay oferecidas pelo DD-20... como são muitas opções de delay, ao mesmo tempo em que dissertarei uma breve explicação de cada, farei automaticamente ponderações sobre as minhas impressões de cada uma delas...

REVERSE: no modo REVERSE o delay soa reverso... explicação esquisita? Pois é, eu também acho, mas tenho certeza que grande parte entendeu, pois, embora estranho, há uma certa lógica na definição... para ficar mais claro mesmo, recomendo a audição do primeiro vídeo que postarei ao final do review... particularmente, nunca usei muito esta opção, tão somente porque nunca precisei dela... brincando um pouco, digamos assim, consegui algumas ótimas texturas, diferentes harmonias, mas nenhuma que me servisse em definitivo, porque nunca se prestaram efetivamente para o meu estilo de som... seja como for, àqueles que usam, tenho certeza que o REVERSE do DD-20 será tão útil quanto é eficiente...

MODULATE: no modo MODULATE a repetição possui uma modulação, mais precisamente um chorus, que pode ter sua velocidade e profundidade ajustadas a contento (para saber como fazer tais ajustes, verifique o manual do DD-20)... é uma das minhas opções preferidas... com bastante volume e um tempo-delay mais longo, mas com pouca repetição, é possível criar texturas densas e ao mesmo tempo extremamente bonitas... em alguns casos, como em dedilhados, é possível até dispensar o seu pedal de chorus... eu, pelo menos, dispensava o meu nesses casos... hehehe

SMOOTH: no modo SMOOTH a repetição possui maior profundidade, produzindo um efeito de reverb junto à repetição... decididamente é uma opção muito interessante, mas que enseja certos cuidados para que a soma do delay com essa reverberação não crie uma ambiência muito poluída, embolando o som... usando-a de forma adequada, é uma opção excelente para sons limpos e texturas bastante profundas...

PAN: no modo PAN a repetição intercala entre o lado esquerdo e o lado direito, portanto, quando o DD-20 é usado em estéreo... sem dúvida alguma é possível usar o PAN em mono, com resultados até bem interessantes, mas, decididamente, a melhor aplicação desse modo é em estéreo...

DUAL: no modo DUAL há duas repetições em série, uma mais curta e outra mais longa, como se houvesse 2 pedais de delay ligados ao mesmo tempo... gosto muito dessa opção, embora a usasse muito pouco... como muitos, eu imagino, usava para montar texturas similares às criadas pelo The Edge, do U2... decididamente é das opções mais musicais do pedal, ou pelo menos uma das que apresenta uma particularidade que possibilita a criação de texturas diferentes das usuais...

STANDARD: conceitualmente é o conhecido e reconhecido delay digital da BOSS... preciso e limpo, é uma opção sem erros... contudo, como migrei do DD-3 para o DD-20, confesso que senti algumas diferenças entre um e outro, no caso o DD-20 no modo STANDARD... por alguma razão, e talvez eu não consiga explicar claramente, sempre que usei a opção STANDARD, sentia o delay ou presente demais ou de menos, ou seja, parecia que nunca achava o ponto certo dele, especialmente do volume do efeito... honestamente, não vou conseguir explicar isso precisamente, mas, apenas para registro da minha opinião, gostava mais do DD-3 à opção STANDARD do DD-20, o que não significa que esta seja uma opção ruim, mas sim que eu tenho uma preferência em relação à esses similares...

ANALOG: modo que simula o aclamado BOSS DM-2, um dos principais delay´s analógicos que já existiram... se posso dizer que havia uma opção de delay que mais usasse, decididamente essa opção é a ANALOG... a simulação do DM-2 é incrível... a repetição é sombria, com uma leve sujeira e uma degradação da repetição, peculiares do pedal original... simplesmente maravilhoso... e, claro, como referi bem no início do review, com o recurso do TONE é possível até mudar um pouco a característica da simulação, fazendo com que a repetição soe mais quente e brilhosa... enfim, junto com MODULATE e TAPE, ANALOG era a minha opção preferida do DD-20...

TAPE: opção que simula um delay de fita, mais especificamente o sensacional Roland RE-201 Tape Echo... dentre as opções de regulagens, há a possibilidade de escolher o número de cabeças de leitura, seja uma (HEd1) ou duas (HEd2)... a opção padrão do modo TAPE é HEd1, com uma cabeça de leitura... essa opção tem mais profundidade que a opção ANALOG, mas mesmo assim não chega a saltar aos olhos, ou aos ouvidos, como preferirem... por outro lado, configurando para a opção HEd2 é que a perspectiva desse modo muda completamente, porque aí sim ouve-se um timbre muito similar ao de um delay de fita, com uma ambiência bem mais profunda, super musical e, dependendo da regulagem, bastante etérea e espacial... sem meias palavras, nesse modo o delay soa absolutamente sensacional...

WARP: difícil explicar conceitualmente esse modo, assim como o modo TWIST, motivo pelo qual, mais uma vez, terei de me reportar ao manual do DD-20... segundo o manual “este modo controla simultaneamente a realimentação do delay, o feedback e o volume produzindo um delay bastante irreal”... entendeu? Eu também não entenderia, mas fique tranqüilo, porque isso ficará bem claro no vídeo que postarei ao final deste review... em termos práticos, nunca achei muita utilidade para essa opção... mas, insisto, trata-se apenas da minha opinião, porque conheço algumas pessoas que fazem ótimo uso dela, o que decididamente não foi o meu caso...

TWIST: assim como no modo WARP, terei de apelar ao manual do DD-20: “este é um novo tipo de efeito delay com resultado agressivo de som em movimento. Use com distorção para um som de movimento maior”... entendeu? Pois é, mais uma vez recomendo o vídeo que já recomendei no modo WARP... hehehe

SOS: por fim, o modo SOS, certamente uma das grandes vedetes do DD-20... através do SOS é possível criar um loop de até 23 segundos, e ainda fazer overdub´s por cima dessa gravação, criando diversas melodias e/ ou texturas para o primeiro loop... deseja gravar uma base para fazer um solo? Com o SOS é possível... deseja criar melodias em cima de uma base, com riff´s, guitarras dobradas ou o que for? Com o SOS é possível... enfim, conhecendo o funcionamento do SOS, o resto vai depender da criatividade de cada um... para deixar mais claro o funcionamento e as possibilidades desse modo, postarei 2 vídeos fazendo uso dele...

 

... finalizando este longo review, mas nem tão logo quanto o esperado (pelo menos por mim), concluo afirmando que o DD-20 é uma excelente opção de delay, com ótimo custo x benefício, quiça um dos melhores do mercado atual... ele possui praticamente tudo o que qualquer músico procura ou precisa em termos de delay... além dessa versatilidade, sempre com a reconhecida qualidade dos delay´s da BOSS, é possível salvar 4 regulagens nos bancos de memória, usar uma 5ª opção de regulagem através do banco MANUAL (da mesma forma como se usaria num pedal como o DD-3 ou outro pedal de delay), controle de tempo-delay através do recurso de tap-tempo, enfim, como disse no início, um “shopping de delay´s”... hehehe

... como já referido no curso do review, abaixo postarei 3 vídeos que gravei fazendo uso do DD-20... no primeiro, fiz uma demonstração rápida de cada uma das opções de delay que acompanham o DD-20... no segundo, fiz um uso simplificado da opção SOS, com o intuito de mostrar o seu conceito e funcionamento... no terceiro e último, faço novamente uso do SOS, mas de uma forma um pouco mais ampla, gravando alguns overdub´s para criar uma textura melódica mais complexa...

... em tempo, se alguém tiver interesse em maiores informações sobre o DD-20, recomendo uma visita ao site da BOSS Brasil, no endereço http://roland.com.br/boss/produtos/326... ainda, quem quiser acesso à outros vídeos, acesse o site da Roland US, através do endereço http://www.rolandus.com/products/productdetails.aspx?ObjectId=531&ParentId=96...

... por fim, agradeço mais uma vez a visita de todos, sempre reiterando o convite para acessarem a comunidade da Toca dos Efeitos no orkut, pelo endereço http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=50019202, e para fazerem parte do mailist da Toca, sendo necessário, para tanto, apenas enviar uma mensagem para o email tocadosefeitos@yahoo.com.br...

... de resto, abraços e até a próxima... \m/

 

 

 

 

 

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