BOSS BD-2 - Um pequeno adendo…

25 de nov. de 2012 |

Amigos, quando estava preparando o material para o review do BD-2, já sabia que iria modificá-lo… por essa razão resolví gravar 3 samples, com timbres e regulagens bastante distintas, para deixá-los armanezados até que o BD-2 fosse modificado e eu pudesse gravar os mesmos samples, completando um material que visava comparar o pedal original com o modificado… ocorre que após a modificação (a Blues Stack MOD, do Monte Allums), o BD-2 ficou tão diferente, mas tão diferente do original, que não fazia mais sentido essa comparação… é como comparar rabanete com laranjas, simplesmente não dá… até por isso a idéia agora é fazer um review do “novo” BD-2…

… por outro lado, os samples já tinham sido gravados e, na minha modesta opinião, ficaram muito interessantes, pois mostram qualidades bastante diversas do BD-2, mostrando quão versátil é esse pedal… por essa razão é que faço esse pequeno adendo ao review do BD-2, que pode ser visto ou revisto no endereço http://www.tocadosefeitos.com.br/2012/09/boss-bd-2.html …

Boss_Blues_Driver_BD2_4925_b… acerca dos samples, são simples, curtos, mas bem interessantes… 1) no primeiro sample procurei usar o BD-2 como um tone shaper, dando mais brilho e compressão ao timbre limpo… aqui foi usado o single-coil do braço de uma strato; 2) no segundo sample procurei um timbre crunch seco e magro… percebam que aqui ouve-se nitidamente o timbre da guitarra, reforçando uma grande virtude desse pedal, a transparência, ao mesmo tempo que se ouve uma leve e definida saturação… aqui foi usado o single-coil do meio de uma strato; e 3) por fim, no terceiro sample procurei usar o BD-2 com bastante ganho, aproveitando uma interessante característica que esse pedal adquire nessas condições, que é uma saturação levemente fuzzy… aqui foi usado um humbucker (em formato de single-coil) da ponte de uma strato…

… no mais, amigos, agradeço como sempre o prestígio, convidando-os para retornar na quarta-feira, quando vai rolar um DICA DA SEMANA muito bacana, de um pedal muito diferenciado…

… aproveitando, reforço o convite para os amigos curtirem a página da Toca dos Efeitos no Facebook (http://www.facebook.com/TocaDosEfeitos), seguirem o nosso Twiter (http://twitter.com/TocaDosEfeitos) e participarem do grupo de discussões do Facebook (http://www.facebook.com/groups/295567583788059)…

… abraços e até a próxima…  ;]

BOSS BD-2 by Milton Morales

BOSS BD-2 by Milton Morales

BOSS BD-2 by Milton Morales

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BOSS BD-2

25 de set. de 2012 |

É, amigos, demorou, mas enfim cá está um novo review da Toca dos Efeitos… melhor ainda que até o final do ano eles virão numa grande enxurrada, ou seja, fiquem ligados… ;]

… mas, então, porque retomar os reviews logo com o BD-2? Porque é um pedal muitíssimo subestimado e por isso sempre tive muita vontade de fazer um review dele… na verdade, hoje em dia já vê-se em diversas redes e fóruns da internet algumas opiniões um pouco mais interessadas sobre o BD-2, mas quão interessadas? Será que a ponto de colocá-lo no patamar de alguns pedais de celere idolatria? Não havendo resposta objetiva para esta pergunta, vamos ver em que patamar este autor o posicionaria…  ;]

BD-2… o BD-2 é, na minha opinião, o melhor overdrive da BOSS… significa que ele é superior ao SD-1 ou ao OD-3? Meu amigo Diogo Felipe, que escreveu um excelente review sobre o OD-3, aqui na Toca dos Efeitos (leia-o clicando aqui), diria que não, claro, mas para o tipo de som que gosto de tirar de um drive, especialmente usando strato e o single-coil do braço, eu o considero sim o melhor overdrive da BOSS… mas não somente nesse caso… em outros também, que no curso do review ficarão mais claros…

… antes de mais nada, acho razoável situar que categoria de drive compreende o BD-2, para separar “o joio do trigo”, e não acabar comparando ele com outro pedal que nada tem a ver em termos de timbre…

… na minha opinião, e apenas na minha opinião, claro, existem drives e drives (dã!)… mas se eu fosse categorizá-los de uma forma bem rasa, diria que existem aqueles com maior presença de médios, que são os “parentes” dos Tube Screamers; e aqueles “ditos” transparentes, que preservam mais o timbre da guitarra, trazendo ao som elementos diferentes dos médios trazidos pelos TS-like, como brilho e presença de faixas altas de freqüências, especialmente agudos… o BD-2 se enquadra nesta última categoria, o que significa que se você deseja um drive “na linha de um Tube Screamer”, deve desconsiderar o BD-2 como opção… na verdade, a opção da BOSS para esse tipo de drive é o SD-1…

… e com o BD-2 enquadrado, vamos falar especificamente sobre ele…

… o BD-2 é, de fato, um pedal bastante transparente… isso significa que com ele acionado o timbre gerado não irá colorir profundamente o timbre vindo da guitarra e que em certas regulagens é possível ouvir o mesmo timbre que se ouve da guitarra com o pedal desligado, salvo pela adição de um pouco de compressão… portanto, se você deseja dar apenas uma leve crunchada no timbre, por exemplo, sem modificar o som que vem da guitarra, a melhor opção é um pedal transparente, e dos mais conhecidos no mercado entendo que o BD-2 é dos que soa mais bacana com essa característica…

… quando se pega na mão um pedal que se chama Blues Driver, naturalmente pensa-se que ele só sirva ou, no mínimo, foi desenvolvido para ser usado em sonoridades bluesy… essa não é uma conclusão errada, mas talvez não abranja tudo que é possível fazer com esse pedal… de qualquer, para blues esse pedal oferece tantas possibilidades low gain, enriquecendo bases e riffs, quanto compressão e sustain maravilhosos, com mais ganho, que decididamente tenho de considerá-lo um dos melhores pedais para o gênero… claro que o pedal mais famoso/utilizado no blues é o Tube Screamer, mas é exatamente de pedais como o BD-2 que vêem o tipo de timbre de blues que eu mais gosto… os samples e o vídeo abaixo deixarão mais claro que tipo de timbre me refiro, mas o fato é que sempre que quis uma variável diferente para atender os mais diversos timbres que procurava, o BD-2 sempre me deu o que queria, e com grande qualidade… portanto, não é só no nome, mas também no som o pedal é uma grande pedida pra quem toca blues…

… o que não é o meu caso, e, portanto, a minha grande curiosidade era saber o que eu poderia tirar do pedal com humbuckers de alto ganho, quiça usando-o como booster de um preamp high gain… e é justamente aqui que o pedal surpreende…

BD2_apart_2… a primeira coisa que salta aos ouvidos é o fato de que ele têm muito mais ganho que o esperado… pera lá, não estou dizendo que ele vira um pedal pra metal, não é isso, mas a saída dele, com o ganho no máximo, te permite tocar muito mais coisa de rock que a média dos drives do mercado… aliás, uma coisa que já ví muita gente reclamar, mas que eu achei uma assinatura muito legal do pedal, é que com o ganho no talo ele gera uma saturação um pouco fuzzy… não, o pedal não soa como um fuzz, mas satura de uma maneira um pouco diferente do usual, e por isso, logo que liguei ele na minha Les Paul, saí tocando Led Zeppelin… nem quero dizer com isso que ele é o melhor pedal para tocar Led, mas logo que toquei com ele setado com o ganho no máximo, essa foi a primeira referência que me veio à cabeça, com um resultado muito bom, mas muito bom mesmo…

… como o BD-2 é transparente e preserva muito bem os graves vindos da guitarra, usá-lo com o drive pela metade te permite tocar quase tudo de classic rock… de coisas mais contemporâneas, para não parecer que sou muito velho, uma banda que toquei muito enquanto explorava o pedal com a Les Paul foi Foo Fighters… aliás, esse é um pedal que caiu como uma luva para os sons dessa banda, inclusive porque o canal do Mesa que eles usam soa encorpado e presente, com riqueza de freqüências altas (especialmente agudos)…

… aliás, esse é, provavelmente, o ponto que costuma causar maior ojeriza em quem lê sobre o BD-2… se eu rotular o Tube Screamer como um pedal rico em médios, poucos irão se incomodar em ler isso… mas se lerem que o BD-2 é rico em agudos, provavelmente começarão a ter “contrações estomacais” no mesmo instante… hehehe

… a verdade é que o BD-2 é sim um pedal rico em agudos… ué, mas tu não disse que ele era transparente e que preservava o timbre da guitarra? Sim, disse e reafirmo isso, o BD-2 é um pedal transparente… mas ele tem um controle de TONE, que tem de servir para fazer alguma coisa no timbre, não é verdade?…

… mesmo fechando completamente o TONE do BD-2, não teremos um timbre fechado demais nem opaco… o TONE, entre a posição “zero” e às 12hs, mais ou menos, serve mais para tirar pontas de agudos que o próprio timbre da guitarra tem, mas que não são desejados, e que com a compressão natural do pedal ficam mais evidentes… entretanto, fazendo uso do TONE depois da posição às 12hs, é injetado no timbre agudos relativamente altos, mas não insuportáveis, pelo menos não na minha opinião, que lembram muito a ação do controle de PRESENCE de muitos amplificadores do mercado… com esses agudos, por exemplo, tive mais destaque de agudos quando usava o captador do braço da strato (que por si só gera um timbre mais fechado, e os agudos do BD-2 equilibram para o timbre não ficar sem presença); com esses agudos, em ajustes que preservam o timbre da guitarra, apenas dando mais compressão ao timbre, pude destacar melhor o som das primas, para ter solos mais presentes e agudos com mais sustain; com humbuckers consegui dedilhados definidos, mesmo com regulagens de ganho considerável; mas, pelo menos pra mim, o mais interessante foi ver que, de certa forma, com esses agudos é possível ter um “tipo de treble booster”…

… usar o BD-2 como booster foi a última coisa que fiz, e provavelmente a mais prazerosa, também por ter sido a mais surpreendente… pensando na dinâmica de um booster, muitas vezes podemos usá-lo para compensar algo que falta no timbre principal… se faltam agudos, o BD-2 é a melhor opção que já usei… primeiro porque ele preserva mais do timbre da guitarra, diferentemente de um Tube Screamer, que inclusive “come” graves do teu som (odeio isso nos TS); segundo, porque a ação dos agudos do BD-2 dá uma definição incrível ao timbre, uma presença sensacional (no sentido de abrir o som), compressão na medida e um sustain fora de série… quem não gosta de um timbre cheio, provavelmente não vai gostar do BD-2 como booster, mas quem gosta, é provável que se surpreenda tanto quanto eu…

… bom, acho que escreví demais, como sempre, e mesmo assim, depois de reler algumas vezes o texto, parece que não cheguei nem perto de descrever adequadamente o BD-2… e é justamente nesses casos que o melhor mesmo é mostrá-lo em ação para que cada um tire suas próprias conclusões…

… fico feliz, devo admitir, de poder oferecer um material multimídia muito mais qualificado que qualquer outro que já tenha postado anteriormente… os samples, bem como o vídeo, foram gravados adequadamente, com microfonação de amp. e tudo mais que ajudasse para mostrar adequadamente o timbre do pedal…

… inicialmente, 3 samples que mostram o BD-2 em situações distintas: o primeiro sample mostra o BD-2 naquilo que é o seu DNA: um timbre bluesy, strato e captador do braço… o segundo mostra o BD-2 um pouco mais rocker, com strato e captador da ponte (single-coil)… já o terceiro mostra o BD-2 como um booster higain, e nesse sample foi usada uma Les Paul… importante ressaltar que em todos os samples primeiro toco com o pedal desligado, e depois o aciono, com o intuito de mostrar a efetiva ação do BD-2 no timbre…

BOSS BD-2 - Sample 1 by Milton Morales

BOSS BD-2 - Sample 2 by Milton Morales

BOSS BD-2 - Sample 3 (as a booster) by Milton Morales

… por fim, gravei um vídeo, dessa vez captado com a microfonação do amp., e não a partir da captação direta feita pela câmera… neste dia, infelizmente, a minha guitarra estava com sérios problemas de aterramento, que foram até mais sentidos num outro vídeo gravado para o review de outro pedal… seja como for, peço que desconsiderem os ruídos que aparecem no vídeo, pois o BD-2 não é ruidoso como o vídeo leva a crer que seja… outro fator que peço que dêem algum desconto é que o timbre do amplificador ficou mais agudo que o esperado, ou seja, o timbre do BD-2 é agudo, mas não tanto quanto o timbre ouvido no vídeo pode levar a crer…

… de resto, meus amigos, agradeço pelo apoio dado, sempre lembrando que a Toca dos Efeitos tem Twitter e página e grupo de discussões no Facebook… sigam a Toca no Twitter e curtam a página do Facebook, porque isso nos fortalece bastante para poder conseguir mais apoiadores e, consequentemente, mais promoções para os amigos… logo, não esqueçam, é só seguir e curtir… hehehe

… e, claro, não deixem de comentar o que acharam do review e do BD-2… é sempre bacana saber a opinião do pessoal sobre o trabalho que vamos desenvolvendo por aqui… ;]

Abraços e até a próxima… ;]

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NA CASA DO VINO

4 de set. de 2012 |

E não é que deu samba?

… eu sei, essa frase solta e sem contexto não faz sentido, mas foi exatamente isso que acabou acontecendo semana passada…

images… explico: meu amigo Vino Ferrari, que já participou de um DE TOCA EM TOCA, me convidou para fazermos um som na casa dele… algo absolutamente despretensioso… ele queria conhecer alguns pedais que eu tenho, eu queria conhecer alguns pedais que ele tem, ou seja, seria um encontro de comadres que gostam de efeitos de guitarra… e foi exatamente isso que aconteceu…

… entretanto, um elemento tornou o encontro em algo diferente do usual, sendo, talvez, a razão desse “samba”… conversando no grupo da Toca dos Efeitos no Facebook (http://www.facebook.com/groups/295567583788059), eu e o Vino comentamos que iríamos fazer esse som… o pessoal, claro, pediu que gravássemos alguma coisa e foi isso que fizemos…

… por conta da gravação e da forma como resolvemos fazer essa gravação, eu e o Vino começamos a pensar em tornar esses encontros em algo pra Toca, em uma nova e diferente sessão da Toca dos Efeitos… e entre um papo e outro nasceu o NA CASA DO VINO…

… mas que diabos será o NA CASA DO VINO?

… exatamente isso que descreví acima: um encontro de dois amigos para fazer um som, testar pedais e fazer o registro disso num clima de total descontração… não queremos nada com ar professoral… serão dois amigos fazendo um som e dividindo isso com o pessoal da Toca dos Efeitos…

… claro, não será algo que fugirá da proposta da Toca dos Efeitos, mas sim algo que terá uma roupagem diferente, como vocês poderão perceber no vídeo abaixo…

… aliás, o vídeo abaixo foi feito como ele mesmo se mostra: despretensiovo, sem maiores cuidados com a captação de qualquer ordem, seja de som ou de imagem… agora, uma vez que o NA CASA DO VINO passará a ser uma sessão da Toca, essa parte passará por um upgrade e nas próximas edições faremos gravações com microfonação dos amps. e uma estrutura mais elaborada e bacana para realmente mostrarmos com mais riqueza a qualidade dos pedais que estaremos tocando…

… por conta disso, desde já convido empresas, handmades e afins a participarem dessa nova jornada… será um prazer tocar e mostrar o pedal de vocês nessa nova sessão, que na próxima edição já terá uma roupagem muito mais profissional, mas não menos descontraída e interessante…

… ainda, não deixem de ver os créditos do final do vídeo… vocês verão mais uma novidade por lá… ;]

… por fim, agradeço à todos, sempre lembrando que o Twitter da Toca é @TocaDosEfeitos e que a página no Facebook é http://www.facebook.com/tocadosefeitos..

… abraços e até a próxima…

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DICA DA SEMANA

28 de fev. de 2012 |

Semanalmente, para não dizer diariamente, recebo emails com consultas das mais diferentes acerca de pedais, indicações, ordem para ligá-los e etc….

… entretanto, algumas perguntas se repetem com certa frequência, e uma delas, em especial, sempre me deixa intrigado, pois trata-se de um efeito muito comum, mas que muita gente rotula como datado, “anos 80”, e esse tipo de coisa… o efeito em questão é o de chorus…

… depois do advento das redes sociais, e como participo delas desde o início, tenho absoluta convicção ao afirmar que o pessoal antes montava sets mais convencionais, enquanto que hoje gostam de conhecer novos efeitos e fugir do que antigamente era padrão… e o chorus, como modulação principal, passou por isso também, sendo cada vez menos visto, ou pelo menos bem menos que antigamente…

… antes era muito menos comum ver flangers e phasers nos pedalboards do pessoal do orkut (na época, a única rede social)… há alguns anos, entretanto, eles se proliferaram, tirando, pelo menos me pareceu que sim, o espaço cativo que o chorus costuma ter…

… só que, se tem um efeito que sou consultado diariamente, esse efeito é o chorus… todo o dia me pedem comparações, dicas e etc… e é justamente por conta da percepção que tive durante os anos que fico surpreso com a quantidade de questionamentos que recebo sobre esse efeito… de certo a minha percepção está equivocada, vai saber… hehehe

… seja como for, eu sou suspeito, porque gosto muito de chorus… já tive crises com esse efeito, mas depois de superadas, voltei a gostar como sempre gostei dele…

… assim como muitos, eu não gosto de usar chorus como se usava nos anos 80… mais que isso, não gosto muito de chorus muito brilhosos… gosto de chorus mais gordos/fechados, ou seja, chorus apesar de ser, não deveria ser considerado um efeito datado…

… agora, o interessante nessa história toda é que nunca me perguntaram qual o meu pedal de chorus preferido… e como recentemente reiniciei minha busca por esse pedal, resolví dividir essa resposta com os amigos, nesse DICA DA SEMANA…

Boss_DC2DimensionC_l… sendo rápido e rasteiro, o meu pedal de chorus preferido é o BOSS DC-2… sim, é um BOSS… sim, é um pedal pouco conhecido…

rack… o BOSS DC-2 só possui versões feitas no Japão, até onde sei, e é baseado no rack Roland SDD-320 Dimension D… o grande diferencial desse chorus, pelo menos pra mim, é a sensação de 3D que ele agrega ao timbre, dando, literalmente, uma nova dimensão ao efeito… na verdade, é muito difícil explicar o efeito… certamente o melhor é ouví-lo em ação…

… uma coisa curiosa desse pedal é que ele possui 4 botões com presets setados de fábrica… infelizmente não é possível resetar as regulagens e criar 4 opções do agrado do freguês… entretanto, no meu caso, isso não é problema, porque o timbre dessas 4 opções é perfeito pra mim: a modulação é maravilhosa, a profundidade é na medida em todas as opções, enfim, um grande pedal de chorus, na minha opinião…

… agora, a pergunta é: por que eu não tenho nem nunca tive esse pedal, AINDA? Simples: por se tratar de um chorus reconhecidamente muito bom, e raro, os preços praticados, tanto no Brasil como nos EUA, são quase proibitivos… para se ter idéia, o único pedal anunciado hoje, dia 25.02.2012, no Mercado Livre, custa R$599,00… o melhor preço no eBay, por exemplo, é de $399,99… ok, não chega a ser proibitivo, mas acho um preço muito alto e eu ainda não estão disposto a pagar tanto… sigo esperando a alma caridosa que vai anunciá-lo pelo preço que eu quero pagar… hehehe

… seja como for, pra quem não conhecia, fica a dica…

… abaixo, coloco os melhores vídeos que encontrei no Youtube… como pode-se imaginar, se o pedal é raro, raros são os vídeos… de qualquer forma, acho que esses que seguem conseguem dar uma idéia acerca do timbre desse pedal, muito embora essa sensação 3D só seja possível ter ao vivo…

… e antes que eu me despeça, A PROMOÇÃO A TOCA QUE DÁ CORDA PRA VOCÊ TERMINA AMANHÃ, DIA 29.02.2012… não perca a oportunidade de concorrer à cordas da Ernie Ball… para saber como participar, acesse o endereço http://www.tocadosefeitos.com.br/2012/02/promocao-toca-que-da-corda-pra-voce.html …

No mais, amigos, abraços e até a próxima…

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DICA DA SEMANA

15 de jul. de 2011 |

Fazendo um gancho com a postagem passada, achei que seria interessante trazer para o blog como o Joe Bonamassa constrói os timbres dele, o que usa e como gosta de usar seus equipamentos…

… felizmente, é possível entender tudo isso a partir de algumas realmente boas entrevistas que ele deu para alguns canais especializados… nem sempre as matérias/entrevistas são boas assim, sem falar dos casos em que são feitas com o técnico de som/luthier, e não com o próprio músico, mas no caso do Bonamassa tem bastante material interessante…

… por essa razão, selecionei uma entrevista divida em 3 partes, que reputo como a melhor que ele deu até agora (isso considerando o equipo que ele usa com o BCC… não considerei qualquer material antes disso), além de uma mais recente, de uma parte apenas, mas que complementa e resume bem grande parte do que é abordado nos 3 vídeos anteriores…

… portanto, meus amigos, enjoy… ;]

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DICA DA SEMANA

2 de jul. de 2011 |

Pessoal, o DICA DA SEMANA de hoje mudou de última hora, justamente porque apareceu um vídeo que achei muito interessante: a ProGuitarShop, que sempre produz vídeos muito bacanas, produziu um que, na minha opinião, tinha de virar uma séria específica, a DOES EFFECTS PEDALS… esse nome não é meu, mas sim é como eles chamaram o vídeo… tomara mesmo que vire uma série específica e frequente…

… nesse vídeo, o Andy, que faz 90% dos vídeos da ProGuitarShop, pegou um Fender Blues Jr. III e colocou diversos pedais na frente dele… ótima sacada e, no caso do vídeo em questão, ótimos timbres… dêem um confere…  ;]

Abraços…

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DICA DA SEMANA

8 de abr. de 2011 |

Confesso que hoje eu iria postar algo diferente, mas o curso do dia me fez mudar de idéia… e por favor, espero que não me entendam mal… hehehe

… eu sou moderador de uma comunidade do orkut, chamada Efeitos de Guitarra… por uma razão que não importa aqui, tive de fazer uma postagem como moderador, e aproveitei para olhar o tópico de maior sucesso do momento, onde os membros da comuna postam fotos dos seus “mimos”… hehehe

… o que mais me chamou a atenção foi a qualidade dos “mimos” do pessoal… pedais de alto gabarito, top de linha, artesanal do artesanal, ou seja, só “filé”… em conversa com o amigo Vino Ferrari (que também tem veredito de “culpado” nessa história… hehehe), fiz esse comentário, no que ele fez questão de me mostrar 3 pedalboards que o tinham chamado mais atenção… e o último deles, o mais simples, foi o que mais nos chamou a atenção, pelo fato de ter escolhas pontuais… isso não significa que houvessem pedais de baixa qualidade… muito pelo contrário… mas a questão “escolhas pontuais” foi o que mais chamou atenção, inclusive por algumas escolhas terem sido feitas sem que necessariamente o proprietário (que não sei quem é) o tenha feito porque aquele pedal, que lhe dava determinado som, fosse o mais caro ou o mais badalado do gênero, se é que consigo me fazer claro…

… por isso, optei por fazer um DICA DA SEMANA – BACK TO THE BASICS… hehehe… antes de mais nada, quero deixar claro que isso não é uma crítica a quem tem equipos tops ou gosta deles… vejam bem, eu adoro eles, tanto que se não fosse assim, eu não nem teria criado esse blog… entretanto, por que não apimentar um pouco essa discussão? Mais do que isso, por que não trabalhar com timbres de drives eficientemente transparentes com um BOSS BD-2? Ah, pois é, e chegamos ao que interessa… hehehe

… se tem algo que o povo sabe escolher é drive com maior presença de médios… é Tube Screamer, SD-1 e por aí vai… mas e drives transparentes? Pois é, são ótimos, muito usados por blueseiros, mas que servem para qualquer gênero… sim, existem modelos de butique e assemelhados, mas um dos mais bacanas é o BOSS BD-2… não acredita? BOSS não pode ter pedal nesse padrão? Então veja/ouça o vídeo abaixo…  ;]

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NAMM 2011 – Efeitos 2/3

10 de fev. de 2011 |

E mais efeitos… e não perca os novos Tube Screamers… podem interessar a muitos…  ;]

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NAMM 2011 – Efeitos 1/3

8 de fev. de 2011 |

Então, meus amigos, depois do melhor em amplificadores, hoje começa a seção do melhor em efeitos da NAMM 2011… penso que nessa parte não houve o mesmo brilho que os amplificadores lançados, mas mesmo assim tem muita coisa boa…

… e não estranhem que os 3 primeiros vídeos sejam do mesmo equipamento… trata-se de um equipo que me chamou muito a atenção, sem falar que os 3 se completam para mostrar o que ele tem de melhor… vale o confere…

… de resto, abraços e até daqui a 2 dias… hehehe

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Feliz Natal

24 de dez. de 2010 |

Meus caros afiliados, nesse período tão especial do ano, a Toca dos Efeitos não poderia se furtar de desejar um Feliz Natal à todos, mas, claro, no modo "Guitar Effects Style"... hehehe


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SE EU SABERIA QUE PEDAIS EU TERIA HOJE? – PARTE 6

1 de set. de 2010 |

Breve consideração

Bom, faz tempo que não passo por aqui… o acúmulo de atividades no trabalho tem dificultado para que eu tenha tempo para diversas coisas, quiça poder escrever um texto um pouco mais longo… seja como for, sempre procuro dar um jeito, e hoje, felizmente, foi possível “dar um jeito”… hehehe

… como retomarei essa saga, desde já posso adiantar que o final dela, para muitos, é bastante imprevisível… não percam os próximos capítulos…  ;]

 

Paramos onde mesmo?

Até o momento, escreví acerca de 5 pedais do pedalboard que idealizei quando comecei a escrever essa saga… até o momento, apenas para recordar, escreví sobre os seguintes efeitos:

-> WAH (Morley Bad Horsie 2) –> COMPRESSOR (MXR Vintage Dyna Comp) –> PHASER (MXR Phase90 EVH) –> ??? –> ??? –> DRIVE PRINCIPAL (Catalinbread Dirty Little Secret – COLLATERAL FX Brit Little Secret) –> CHORUS/FLANGER (EHX Stereo Electric Mistress) –> ???

… ou seja, falta revelar apenas 3 pedais, além do capítulo final…

… o pedal do texto de hoje é um fundamental na idéia do pedalboard… a minha intenção com ele era o de usá-lo como crunch definitivo, já que uso muito pouco timbres limpos, o que significa que ele ficaria ligado 90% do tempo e seria usado em conjunto com os outros pedais de saturação… portanto, estou falando de um pedal que precisaria ter características específicas, pois, do contrário, não funcionaria conforme as minhas necessidades…

… uma coisa que sempre facilitou a minha escolha, ou, melhor dizendo, a falta de necessidade d´eu acabar pegando 2 pedais, um para crunch e outro para booster, é justamente o fato de que aprecio boosters com brilho, que não só adicionam ganho ao sinal, mas que também consigam “empurrar pra fora” o timbre do pedal da frente, que, claro, terá características diferentes, provavelmente com mais médios… naturalmente, muitos poderam pensar no TS9, que é um pedal que possui algumas dessas características… contudo, ele tem um defeito bastante grave, pelo menos pra mim, quando o assunto é “crunch para ficar ligado direto”: o fato de que ele colore o som, tirando, em especial, graves do timbre da guitarra…

… o que, portanto, nos remete à característica fundamental do crunch, e que, felizmente, acaba facilitando a escolha de um booster brilhante: o pedal precisa ser realmente transparente…

bb-preamp  … o primeiro pedal que tive com essa característica foi um clone do Xotic BB Preamp… excelente pedal… em alguns casos, sendo bastante sincero, é um pedal fabuloso… com controles ativos de graves e agudos, do conceito ao som sempre me pareceu ser a opção certa… salvo por uma questão: a faixa de graves que o eq do pedal trabalha… a faixa de graves do BB Preamp é bastante baixa, como um DEEP de alguns pedais, ou mesmo um RESONANCE de alguns amps… dessa forma, os graves acabam sendo mais “redondos e profundos”, o que não me agrada muito ao usar o pedal com um booster… claro que pode soar como um contra-senso, já que estamos falando de um pedal transparente… ocorre, entretanto, que em alguns casos eu poderia querer compensar alguma perda, e ao fazer isso o faria de uma forma que não me agradaria completamente…

… na mesma época, tive a oportunidade de tocar longamente com o Fulltone Full-Drive2 MOSFET… e foi com ele que tive a FD2 oportunidade de ouvir exatamente o que queria: um drive transparente, com excelente crunch, ótimo timbre… e graves “firmes”, assim como o meu antigo MXR Wylde Overdrive, fantástico booster, mas que não servia para o crunch que eu desejava fazer…

… o Full-Drive2 MOSFET é, na minha opinião, um drive sensacional, pois oferece um timbre mais médio, mais “TS-like”, com a opção VINTAGE, da mesma forma que oferece um timbre mais transparente, perfeito para o que eu queria, com a opção FM…

… ocorre que não estou falando de um pedal barato, nem de custo razoável, na minha opinião… estou falando de um pedal realmente caro, que, na época, custava aproximadamente R$800,00… por conta disso, precisei procurar outra opção, o que não era algo fácil… o primeiro que passou pelos meus pés foi o MXR GT-OD… pedal excelente, de timbre excelente, mas que não tinha a textura de crunch que eu procurava…

… por essa razão, segui procurando, pesquisando, e cheguei num MOD descrito de forma muito interessante: o Monte Allums´ SD-1 GT MOD… pelas descrições ela parecia ser tudo o que eu estava procurando, inclusive em relação ao custo, já que um SD-1 novo custava R$169,00, e o MOD, com envio, não mais que R$50,00… por tudo isso, eu já estava bastante decidido a correr o risco, como já tinha feito outras vezes, inclusive com outro MOD do Monte, o MT-2 SUSTANIA PLUS TRI-GAIN MOD… só que, como se não bastasse tudo isso, um conhecido do orkut, o “portuga” Nuno, resolveu encarar o MOD antes de mim… e antes que eu pudesse tirar minhas próprias conclusões, ele me passou as melhores impressões do MOD, inclusive comparado ao MXR GT-OD, que ele ainda tem (se não me engano!)… bom, com tudo isso não tive dúvidas: comprei o pedal, encomendei o MOD e aguardei pela melhor sorte possível…

SD1  … que foi o que aconteceu… na verdade, o SD-1 GT é um MOD que transforma o SD-1 num pedal com mais virtudes do que eu esperava… aliás, esqueça o antigo SD-1… esse MOD não visa melhorar o que o SD-1 não tem de melhor, mas sim de transformá-lo em um novo pedal, totalmente diferente… e, felizmente, atendendo as minhas necessidades…

… a primeira coisa que procurei constatar foi a qualidade dele como booster limpo e transparente… e para essa finalidade ainda não achei pedal melhor… creio que o vídeo que postarei abaixo deixará isso bem claro, mas posso adiantar que com ele é possível deixar o timbre do pedal exatamente igual ao da guitarra (pelo menos aos meus ouvidos), sendo um booster limpo absolutamente competenente e um promissor crunch para o que eu desejava…

… que era um crunch com o timbre da guita limpa preservada… em alguns pedais, quando o sinal começa a distorcer, o timbre colore, chegando, em alguns casos, a colorir tanto que o timbre modifica frequencias importantes do sinal original… o caso clássico, pelo menos pra mim, é o do TS9, que tem um crunch excelente, mas que colore o timbre, cortando um pouco os graves vindos da guitarra… isso não acontece com o SD-1 GT, que preserva tanto o timbre da guita, que mesmo com muito drive, e olha que esse pedal tem realmente mais ganho que original, a saturação parece se misturar com o som da guita limpa, sendo possível distinguir ambos facilmente… é incrível, pelo menos pra mim; é sensacional, pelo menos para as minhas necessidades…

… superadas as virtudes do booster limpo e do crunch transparente, faltava ver como o pedal se comportava como booster sujo, além do que mais ele poderia oferecer afora as minhas necessidades…

… como booster sujo, eu não consigo descrevê-lo de outra forma, a não ser comparando-o com outros 2 pedais: 1) comparado com o TS9, ele oferece ao timbre tanta ou mais riqueza de agudos, menor presença de médio-agudos, e graves inalterados e firmes; 2) comparado com o BB Preamp, o SD-1 GT tem um pouco menos de médio-graves, além de graves mais firmes, “não-redondos”, como o do pedal da Xotic… portanto, quem procura um booster sujo que se assemelhe ao TS9, trazendo mais brilho e harmônicos ao timbre, não pense duas vezes… por outro lado, quem procura um booster mais fechado, mais assemelhado ao TS808, procure o……… MXR Wylde Overdrive, certamente um dos melhores boosters que já passaram pelos meus pés…

… por fim, tão logo verifiquei que o MOD tinha transformado o SD-1 em tudo que eu precisava, resolví testar o pedal em diversas outras possibilidades, especialmente como se fosse o drive principal do meu set… e ele me supreendeu profundamente nessa condição… como o timbre do SD-1 GT é brilhoso e transparente, com mais ganho ele lembra os timbres do Matchless C-30… o MOD tem duas chaves que interferem bastante no timbre, sendo uma para usar ou clipagem simétrica ou assimétrica, e outra para ter um ganho X ou um ganho 2X… além disso, no meu coloquei um plus, que foi uma chave que atua nos médios, tendo ou os médios do MOD ou os médios do SD-1… essa chave é bem menos determinante no timbre que as outras, mas funciona bem quando quero ter um timbre mais forte e mais médio, mais cheio…

… enfim, o SD-1 GT é um MOD e tanto… poucos pedais me surpreenderam tanto depois de uma modificação… DUVIDA??? Então dá um confere no material abaixo…

… o sample abaixo é o mesmo disponível no site do Monte Allums… diferentemente de grande parte dos samples que estão contidos no site, na minha opinião esse sample mostra bem muitas nuances do MOD:

… o sample abaixo eu gravei para um conhecido que queria saber como o pedal se comportaria quando usado com uma strato com singles e com um ganho “mais generoso”… aqui é possível verificar como a saturação não esconde o timbre da guita:

… a seguir, segue o primeiro vídeo que encontrei com o MOD… não é brilhante, mas mostra virtudes:

… por fim, chegue abaixo o vídeo que gravei para mostrar o SD-1 GT em diversas situações… diferentemente do usual, quando costumo gravar vídeos com guitas com humbuckers, resolví gravar um vídeo com strato e singles… espero que agrade…

… de resto, meus amigos, espero que tenham gostado deste capítulo… fiquem atentos pois, muito em breve virão os últimos capítulos dessa saga…

Abraços… \m/

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SE EU SABERIA QUE PEDAIS EU TERIA HOJE? – PARTE 4

3 de abr. de 2010 |

Breves considerações…

Antes de mais nada, meus amigos, peço desculpas pelo vácuo entre a última e esta postagem… contudo, desde o início do ano algumas coisas mudaram drasticamente na minha rotina e tem sido cada vez mais difícil reorganizar meu tempo… ainda assim, como as coisas se estabilizaram nas duas últimas semanas, agora poderei retomar os textos no blog com a freqüência dos últimos meses (falo dos últimos meses de postagens… hehehe)…

… portanto, sem mais delongas, vamos ao que interessa…  ;]

Adiante com os pedais…

Dando sequência, e como faz tempo que não escrevo sobre o tal “pedalboard idealizado”, parece-me pertinente lembrá-los quais pedais já foram abordados, quais sejam, o Dirty Little Secret, da Catalinbread, o Stereo Electric Mistress, da EHX, e o Bad Horsie 2, da Morley… aliás, quando escreví sobre este último, informei que a partir de então escreveria sobre os pedais dentro de uma ordem, indo do início ao fim da cadeia… portanto, hoje escreverei sobre o pedal que virá após o wah…

… e é justamente esse o problema: qual pedal virá depois do wah? É um problema pra mim, e apenas por uma razão: será que pretendo mesmo usar compressor?…

… eu não sou um fã de compressores… nunca os usei, mas desde que comecei a usar a GT-8, tenho usado mais nos timbres limpos e crunchados, e, especialmente, nos timbres de blues… e como essa linha de timbres é importante pro meu som, sem falar que estou falando apenas de um “pedalboard idealizado”, vou considerar o compressor como uma das opções, embora será, provavelmente, uma das últimas aquisições…

… agora, pra quem nunca foi muito afeito à compressores, qual seria a minha opção? Sinceramente, foi por causa do vídeo abaixo que comecei a olhar com outros olhos para os compressores, especialmente por causa de um pedal:

… acaso o efeito que esse vídeo me causou não tenha sido o mesmo em vocês, adianto que o compressor que mudou um pouco a minha percepção, ou quem sabe até o meu preconceito, foi o Vintage Dyna Comp…

… nesse vídeo me chamou a atenção como o Vintage Dyna vintagedynacomp Comp, diferentemente dos outros compressores, trabalhou de forma mais transparente, sem tirar nem o brilho nem o corpo do timbre… a maioria dos compressores parece tirar uma coisa ou outra: ou destaca o brilho, tirando corpo, ou destaca o corpo, perdendo brilho… decididamente esse não é o tipo de coisa que, pelo menos eu, procuraria num compressor, razão pela qual o Vintage Dyna Comp me agrada tanto…

… meses depois de assistir esse vídeo, tive a oportunidade tocar com o dito cujo, que até ser relançado pela MXR era coisa rara, uma mosca branca… e ao vivo tive a confirmação daquelas impressões que tinha tirado ao ver o vídeo, especialmente a questão da transparência, que sempre foi algo que me incomodou na versão block logo do Dyna Comp, que é um compressor muito bom, mas que atua um pouco no timbre…

… agora, como ponderei, antes do relançamento pela MXR, achar um Vintage Dyna Comp tinha quase a mesma probabilidade de se achar uma mosca branca, sem falar que ao achar, e achar alguém que o vendesse, era preciso abrir bastante o bolso… mas isso para os mais puristas, pois existe uma opção no mercado, não barata, mas pelo menos mais fácil de se achar…

 keeleycompressor … na mesma oportunidade em que testei o Vintage Dyna Comp, tive a oportunidade de testar o antigo Keeley Compressor (o da foto ao lado)… não por acaso, ele tem 2 pots, assim como o Vintage Dyna Comp… e não por acaso o meu amigo, que tem esses pedais, me disse “testa esse aqui também”… aliás, nada é por acaso… hehehe

… mas, então, como se tratava de um compressor famoso, visto em larga escala no pedalboard de grandes guitarristas, resolví testar… e não precisei de mais que 30s para entender porque o meu amigo insistia tanto que eu o testasse: ele e o Vintage Dyna Comp são muito, mas muito parecidos… aos meus ouvidos, achei que, em alguns casos, o Keeley Compressor dava menos corpo, mas só em alguns casos muito específicos, em regulagens muito específicas… e talvez se eu não fosse tão chato e detalhista, pudesse escrever que são realmente iguais, que é um consenso geral, pelo que já pude apurar em reviews na internet…

… entretanto, como coloquei, o da foto de cima é o “velho” comp4_lg Keeley Compressor… o atual é esse da foto do lado, com a inclusão de 2 novos pots, que verdade têm a mesma função de 2 TRIMPOTs que a antiga versão trazia consigo… portanto, segundo consta, seja a versão velha ou a versão nova, o fato é que ambos possuem o mesmo timbre, ou atuam da mesma forma no timbre… reitero, segundo consta… hehehe

… depois dessas experiências, ainda tive mais uma muito interessante… não me recordo se já escreví sobre o assunto, mas certamente escreverei em breve (na pior das hipóteses quando for escrever a parte 6 dessa série), eu tenho 2 pedais que foram modificados usando os kits feitos pelo Monte Allums… ambos pedais, um BOSS MT-2 e um BOSS SD-1, ficaram sensacionais, sensacionais mesmo… portanto, sempre que tenho a oportunidade de testar algum pedal modificado pelos kits dele, aproveito na hora…

cs3  … um dos MODs mais famosos do Monte, segundo o próprio, é um feito para o BOSS CS-3, chamado OPTO MOD (que já possui uma versão OPTO PLUS MOD)… um conhecido, bluseiro de carteirinha, fez essa MOD no CS-3 dele… certa vez, fizemos um evento juntos e, depois da passagem de som da banda dele, dei um confere no pedal modificado… sinceramente: eu sempre achei o CS-3 um compressor muito honesto, melhor do que a grande maioria acha, mas depois da MOD a transformação é incrível… o pedal fica super transparente, atuando equilibradamente no corpo e no brilho do som… além disso, ele tem uma vantagem muito interessante, que é o controle de TONE, algo que os outros dois pedais não têm… com esse controle é possível escolher onde a compressão atuará melhor, ou seja, eu gosto de compressores transparentes, mas isso não significa que todos prefiram eles dessa forma… portanto, com o controle de TONE o CS-3 OPTO MOD agrada todos os gostos… hehehe

… bom, como ficou claro, e como provavelmente não acontecerá mais nessa série, o fato d’eu não ser um amante de compressores me faz ter mais de uma opção… qualquer uma delas me deixaria plenamente satisfeito… o meu lado romântico-purista provavelmente prefere o Vintage Dyna Comp… o meu lado prático-funcional provavelmente prefere o Keeley Compressor… já o meu lado custo-benefício certamente prefere o CS-3 OPTO MOD… enfim, realmente há uma certa indiferença da minha parte, mas apenas entre essas 3 opções… qualquer outra está fora de cogitação, até o momento… hehehe

… e como não poderia ser diferente, segue abaixo alguns vídeos desses ótimo compressores… qual o seu preferido?  ;]

Abraços e até a próxima…

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